Há 33 anos o NP dava início à saga do Pelezão

PSICÓLOGA PEGA NA MARRA
E VIOLENTA O INDIGENTE

Dia 29/8, completa 33 anos a história que rendeu uma sequência de 11 manchetes ao jornal Notícias Populares, elevando bastante a já diariamente elevada tiragem do falecido NP, cuja última edição tristemente circulou em 19 de janeiro de 2001.

O autor desse blog teve o privilégio e a felicidade de ser repórter de polícia no NP nos anos 1980. Das teclas de uma velha máquina de escrever Royal, que era seu equipamento de trabalho na redação, saíram os principais lances da história do Pelezão e da psicóloga tarada.

Se você quiser relembrar ou conhecer os detalhes do caso, basta clicar em Gênesis, aqui ou no índice ao lado. Veja ainda Galeria NP.

(Em tempo: as reproduções e as legendas que ilustram esta nota são do livro "Nada mais que a verdade – A Extraordinária história do jornal Notícias Populares", escrito por Celso de Campos Jr., Denis Moreira, Giancarlo Lapiani e Maik Rene Lima.)

PARÓQUIA AGITA A GALERA E PREFEITURA GARIMPA SOLUÇÃO PARA 'PASSARELA DO MEDO'

A "passarela do medo", como é chamada, fica num bairro central de São Paulo
Acompanhados de respectivos assessores, o secretário-adjunto de Serviços e Obras, Luiz Ricardo Santoro, e o vereador Claudinho de Souza (PSDB) estiveram reunidos com o padre Luiz Claudio de Almeida e paroquianos para debater possíveis soluções para melhorar e deixar mais segura a imunda, mal conservada e perigosa passarela que liga a Rua Luigi Greco à Rua Capistrano de Abreu, sobre os trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Barra Funda, bairro central da cidade de São Paulo.
Na oportunidade, o padre Luiz Claudio, que responde pela Paróquia de Santo Antonio da Barra Funda, entregou cópias do abaixo-assinado que deverá ser encaminhado ao poder público, solicitando providências para trazer mais limpeza e segurança à “passarela do medo”, como foi batizada pelos moradores do pedaço.

SOLUÇÃO TÉCNICA Segundo o secretário-adjunto, a prefeitura vai se entender com a CPTM para buscar uma solução técnica para o problema, para que depois um projeto seja encaminhado ao Legislativo, no sentido de se reservar grana no orçamento para a execução da obra. Terminada a reunião, foi feita uma visita à passarela, que deixa de cabelo em pé quem por ela se arrisca a passar, mesmo que seja à luz do dia.
Padre Luiz entrega abaixo-assinado a Santoro. No meio, o vereador Claudinho

No abaixo-assinado, que já tem cerca de 3 mil assinaturas, moradores da região pedem a urgente revitalização da imunda e perigosa passarela, que poderia facilitar em muito a vida de quem quer pegar o Metrô pela estação Marechal Deodoro (Linha Vermelha), mas que é muito pouco utilizada pela sua péssima iluminação, por estar sempre suja, e ser, arquitetonicamente, uma armadilha para seus usuários, permitindo que assaltantes e até estupradores possam agir livremente, uma vez que não dá visibilidade de fora pra dentro.

DEU ATÉ NA GLOBO A movimentação em torno do abaixo-assinado atraiu, no final do ano passado, a reportagem do “Bom Dia, São Paulo”, da Rede Globo. A repórter Jacqueline Brazil, entre outras pessoas – algumas, inclusive, vítimas de violências ao se arriscar a usar a passarela –, ouviu o padre Luiz Claudio de Almeida, da Paróquia de Santo Antonio da Barra Funda, que encabeça o abaixo-assinado.
Confira a reportagem do BomDia, São Paulo e veja as imagens da visita do secretário-adjunto municipal de Serviços e Obras, Luiz Ricardo Santoro.


ESCRIBA CRIADOR DESTE BLOG CONTA HISTÓRIAS DO JORNAL PAULISTANO "NOTÍCIAS POPULARES"

No dia 24/2, a partir das 17 horas, o Programa da Sexta, da Rádio Web Agência Digital, entrevistou - ao vivo - o jornalista Antonio Marcos Solderaescriba criador deste blog. 
Repórter do Notícias Populares em seu período áureo, quando estava sobre a batuta do editor Ebrahim Ramadan, Soldera relembrou histórias do famoso jornal popular e sua sintonia com o povão, destacando, entre outros casos, a saga de Pelezão e a psicóloga tarada de Perdizes.
Soldera também falou sobre o livro que está prestes a lançar, trazendo experiências como repórter de polícia do famoso jornal e "literatices" que cometeu por conta de sua participação na coluna rodrigueana "Histórias da Boca", onde se revezava com outros jornalistas do NP. 
A entrevista tem uma hora de duração. Ouça:
Repórter Soldera, na década de 1980, pesquisa no arquivo do NP antes de sair pra r



EM 2017, LUTE POR SEUS SONHOS E ARREBENTE VELHAS CORRENTES QUE ENVOLVEM O AMANHÃ


O ano de 2016 foi barra pesada. O próximo ano, como preveem os especialistas, não deixará por menos. Por isso, mais do que nunca valem como inspiração os versos de uma música dos áureos tempos em que João Bosco era parceiro de Aldir Blanc: O Cavaleiro e os Moinhos, uma das faixas do genial bolachão Galos de Briga.
A canção fala de um Dom Quixote que vive num tempo em que os moinhos não são mais como os de antigamente.
A letra da música toda é linda e faz parte de um contexto pós-ditadura de 1964, mas os dois primeiros versos ecoam como um brado de liberdade, de luta contra amarras de todo tipo - políticas, sociais e espirituais.
Nesta virada de ano, desejamos que em 2017 a galera que 'persegue' de Notícias Populares, o blog, viva em paz e alegria, sem nunca perder o instinto quixotesco pregado nos dois primeiros versos de O Cavaleiro e os Moinhos:

Acreditar na existência dourada do sol
Mesmo que em plena boca
Nos bata o açoite contínuo da noite
Arrebentar a corrente que envolve o amanhã
Despertar as espadas
Varrer as esfinges das encruzilhadas

BRASILEIROS QUE AINDA TÊM EMPREGO GASTAM 6 DIAS E MEIO POR ANO PARA CHEGAR AO TRAMPO

Com busões e outros tipos de transporte público, gasto mensal de R$ 209,00
Aqueles que ainda têm emprego neste país de 12 milhões de pessoas no olho da rua perdem em média 6 dias e meio por ano para ir de casa ao trampo. Em média, 63% dos trabalhadores das principais capitais brasileiras demoram cerca de 40 minutos para se deslocar de casa até o trabalho. Se contarmos os 22 dias úteis do mês, são mais de 13 horas em trânsito. Por ano, são 6 dias e meio para chegar ao destino.
Já a distância percorrida para 65% das pessoas não ultrapassa os 20 quilômetros. Por dias úteis são 440 quilômetros, e, por ano,  5.280 quilômetros rodados. O que significa dois dias de viagem entre Florianópolis e Boa Vista.
Os dados fazem parte de pesquisa de mobilidade realizada pela Alelo, empresa do setor de benefícios e cartões pré-pagos, em parceria com o Ibope/Conectaí. O objetivo do levantamento é entender os hábitos de utilização de transporte dos trabalhadores brasileiros para ir e voltar do trabalho, compreender o perfil dos usuários de transporte público e privado, quanto gastam e o que fazem nesse trajeto.

GAÚCHOS ECONOMIZAM TEMPO Já a gauchada de Porto Alegre, por exemplo, cidade na qual os trabalhadores perdem menos tempo no trânsito: a distância percorrida é de até 13,6 quilômetros e o tempo fica em torno de 29 minutos para chegar ao trabalho.
Em Goiânia, as pessoas percorrem até 13,7 quilômetros e o tempo médio de deslocamento é de 31 minutos.
Já em Curitiba, a média de quilômetros é de 13,7 e a distância fica em torno de 33 minutos.
O custo com transporte público ou privado é outra informação relevante do estudo e que está atrelado à distância e tempo. O gasto médio diário com transporte público para ir e vir do trabalho é de R$ 9,50, considerando os 22 dias úteis, a média mensal será de R$ 209.

GRANA ALTA PARA CARIOCAS Os trabalhadores cariocas são os que desembolsam o maior valor para trabalhar, cerca de R$ 10,9 por dia e R$ 240 por mês, enquanto que os de Recife têm o menor gasto, sendo R$ 7,90 por dia e R$ 174 por mês. Já o gasto médio mensal para quem trabalha de carro é de R$ 199, desconsiderando manutenção, desgaste, seguro e estacionamento. Para quem usa moto, são R$ 107 e fretado R$ 116. Quem opta por trabalhar de táxi, o valor fica em torno de R$ 182.

PARÓQUIA METE BRONCA E COBRA REVITALIZAÇÃO DE PASSARELA INDECENTE SOBRE LINHA DA CPTM

Poucos se arriscam a atravessar a passarela do terror
Moradores da região da Paróquia de Santo Antonio da Barra Funda estão à mil com um abaixo-assinado que encaminharão ao prefeito eleito de Sampa, João Dória, solicitando a urgente revitalização de uma imunda, indecente e perigosa passarela que liga a Rua Luigi Greco à Rua Capistrano de Abreu, sobre os trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A passarela, que pode facilitar em muito a vida de quem quer pegar o Metrô pela estação Marechal Deodoro (Linha Vermelha), é muito pouco utilizada, pois tem péssima iluminação, está sempre suja, e, arquitetonicamente, é uma armadilha para que assaltantes e até estupradores possam agir livremente, uma vez que não dá visibilidade aos passantes.
Padre Luiz entrevistado por Jacqueline Brazil da Rede Globo
O abaixo-assinado e o agito que tem sido feito para colher mais e mais assinaturas atraiu, na manhã desta segunda-feira, 24/10, a reportagem do Bom Dia, São Paulo, da Rede Globo. A repórter Jacqueline Brazil, entre outras pessoas – algumas, inclusive, vítimas de violências ao se arriscar a usar a passarela –, ouviu o padre Luiz Claudio de Almeida, da Paróquia de Santo Antonio da Barra Funda, que encabeça o abaixo-assinado.
Moradores querem abaixo-assinado nas mãos de Dória assim que ele assumir
A reportagem, que deve ir ao ar brevemente, apurou com imagens e depoimentos o que está descrito na apresentação do abaixo-assinado, ou seja, que trabalhadores, estudantes e o público em geral preferem gastar com ônibus e táxi, a se arriscar a atravessar de um lado para outro utilizando a passarela do terror.
Padre Luiz: "É uma passarela onde ninguém quer passar"
Padre Luiz mostra texto de abertura do abaixo-assinado à reportagem
Para piorar situação há quem jogue lixo no local e ponha fogo
Moradores mais antigos lamentam não poder utilizar a passarela
Só mesmo com presença da reportagem moradores se animam a subir na passarela
Todo mundo tem uma história para contar à repórter sobre a passaralela
Entrevistada diz que por pouco não foi vítima de estupro na passarela

CAMINHADA FESTEJA NOVO NOME DO MINHOCÃO, QUE ANTES HOMENAGEAVA MILICO DA DITADURA

Após 45 anos, por iniciativa da prefeitura municipal, foi mudado o nome do elevado conhecido como “Minhocão”, a principal via de ligação entre o Leste e o Oeste da metrópole paulistana. Sai o nome que o criador do Minhocão, Paulo Maluf, deu à obra para puxar o saco do governo militar – “General Costa e Silva” –  e entra João Goulart, presidente deposto pela ditadura, em 1964.
Para festejar a mudança e seu significado para os defensores da democracia, um grupo capitaneado pelo jornalista João Franzin, da Agência Sindical, realizou uma caminhada pelo elevado dia 14 de agosto.
Assim como divide opinião de arquitetos e urbanistas sobre sua manutenção ou derrubada, o Minhocão, ou o agora Elevado Presidente João Goulart, é cada vez mais consenso na opinião de quem mora pelas redondezas.  
Não faz muito tempo, NP acompanhou manifestação no elevado, pedindo a liberação do Minhocão para o público também aos sábados.  Sob o lema “Não é só no domingão, queremos no sábado fechar o Minhocão”, o grupo agitou a região num sábado, que era feriado por conta do aniversário de Sampa.
O elevado já era aberto a pedestres nos domingos e feriados e, após a manifestação, passou a ser fechado nos fins de semana a partir das 15 horas de sábado. 

JORNALISTAS SEM RABO PRESO DECIDEM FORMAR COMITÊ PARA ENCARAR ATAQUES À DEMOCRACIA

Reflexão do jornalista Cláudio Abramo cai como luva no momento atual
Na noite de 7 de abril, Dia do Jornalista, o histórico e emblemático auditório Vladimir Herzog foi completamente tomado por um ato público no qual a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo lançou o “Comitê dos Jornalistas Contra o Golpe”, que discutirá propostas e encaminhamentos para reforçar a luta contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e desmontar os ataques à democracia que voltaram a fazer parte da vida política do país.
Uma das primeiras personalidades a se manifestar no ato público, o ex-presidente do sindicato Audálio Dantas lembrou que o auditório Vladimir Herzog já viveu grandes momentos de luta pela democracia e, em especial contra a ditadura militar, esteve sempre lotado, como acontecia naquela noite.
Audálio Dantas: fascistas tentam retomar o poder

“Em nome das lutas dos jornalistas, independentemente de suas filiações partidárias, das lutas de resistência contra o autoritarismo, estou hoje aqui primeiramente em cumprimento de um dever da minha consciência, que é aquele de resistência a movimentos de fascistas, que neste momento tentam voltar ao poder pelo caminho curto do golpe. É contra essa tentativa de destruição das conquistas do povo brasileiro na luta contra a ditadura militar, em nome dessa luta, que estou aqui hoje, pois, como antes, é preciso que nós estejamos conscientes da necessidade de lutar contra aqueles que pretendem ganhar o poder por meio do golpe”, conclamou Audálio Dantas.
Paulo Moreira Leite também falou sobre os perigos que o país está vivendo

O Comité foi resultado direto do Manifesto dos Jornalistas em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais, assinado por cerca de 2 mil profissionais de imprensa. Diretores do sindicato e jornalistas que subscreveram o documento compuseram a mesa de debate, como o presidente do Sindicato, Paulo Zocchi, o secretário geral, André Freire, o ex-presidente Audálio Dantas, o secretário geral da Fenaj, José Augusto Camargo (Guto), o presidente da Associação dos Jornalistas Veteranos, Amadeu Mêmolo, o diretor da Cojira, Flávio Carrança, a presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Vilma Amaro, o jornalista Paulo Moreira Leite, a jornalista Maria Inês Nassif, o professor Laurindo (Lalo) Leal Filho, e o jornalista Altamiro Borges.

COMITÊ REÚNE-SE DIA 12 Na plateia, jornalistas, lideranças sociais e sindicais na luta em defesa da democracia, inclusive o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo. Foi consenso entre os participantes o protagonismo das grandes empresas de comunicação na articulação de um golpe com o objetivo de derrubar o governo legítimo da presidente eleita Dilma Rousseff e a necessidade da categoria em manter sua condição histórica de luta contra o autoritarismo e a censura.

O “Comitê de Jornalistas Contra o Golpe” terá sua primeira reunião na próxima terça-feria (12), às 19 horas, no próprio sindicato. Ele é aberto a todos os jornalistas. Para ajudar a financiar as atividades do comitê foi iniciada no próprio ato uma campanha de arrecadação de fundos que deverá ser permanente.