Em Iperó, pertinho de Aramar, o milionário centro de experiências nucleares da Marinha

ENCHENTES PÕEM EM RISCO O QUE RESTA
DA REAL FÁBRICA DE FERRO DE IPANEMA

Enquanto o Centro Experimental de Aramar, em Iperó, há mais de duas décadas consome verbas e mais verbas para desenvolver o combustível para o submarino nuclear da Marinha, ou coisa parecida, as chuvas e enchentes ameaçam prédios e bens históricos únicos, remanescentes da Real Fábrica de Ferro de Ipanema, a primeira siderúrgica brasileira.
O governador José Serra alardeou pelo twetter na madrugada desta terça-feira (22/12) que visitou Aramar e ficou encantado. Nenhuma palavra sobre o pouco que resta desse sítio histórico ameaçado, que também fica em Iperó, cidade a 130 quilômetros da capital.
Segundo informou recentemente a agência Estado, as águas do Ribeirão Ipanema passaram sobre o vertedouro da Represa de Heideberg, a primeira grande barragem do Brasil, construída em 1811.
A enchente alagou a Casa da Guarda, construída na mesma época, e atingiu a Porta da Maioridade, moldada em ferro, em 1841, para marcar a emancipação do imperador d. Pedro II. O portal foi inaugurado pelo próprio imperador, em 1846.
A abertura das comportas para evitar o rompimento da barragem fez a força das águas colocar em risco também o prédio da Fábrica de Armas Brancas, construído em 1865 com pedras de cantárida. Surgiram grandes fendas no piso sobre o canal e infiltrações na parede.
Todo o conjunto é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, com o sítio dos Altos-Fornos, não atingido pela enchente, foi declarado patrimônio universal pela Associação Mundial de Produtores de Aço, com sede nos Estados Unidos.
O sítio histórico fica no interior da Floresta Nacional (Flona) de Ipanema, mantida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O chefe da Flona, Alexandre Cordeiro, disse que o assoreamento da represa agravou os efeitos da cheia. "A capacidade de segurar a água está muito reduzida e tivemos de abrir as comportas para reduzir o risco para a barragem."
A represa produziu energia hidráulica para a fabricação de ferro entre 1811 e 1912, quando a fábrica foi desativada. Cordeiro vai pedir uma verba de emergência ao governo para desassorear o lago e refazer as vedações da barragem. "São necessários cerca de R$ 4 milhões", disse.
Leia mais em http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=246445
http://www2.mre.gov.br/dai/b_argt_278_755.htm

Em tempo: pelo Twetter, no final da tarde de 23/12, a Secretaria de Cultura do Estado respondeu às críticas do NP. Confira a argumentação do governo:
@noticiapopular @joseserra_ Em resposta o seu tweet: Remanescentes da Real Fábrica de Ferro de Ipanema, Floresta Nacional Ipanema - Iperó...foram tombados ex-officio pelo CONDEPHAAT em 1974. Diz a legislação: bens tombados na área do Estado pelo IPHAN...serão inscritos nos Livros do Tombo respectivos, a fim de se beneficiarem c/ obras e iniciativas do Conselho. ...Há levantamento fotográfico de 97. Em 2008, foi realizada nova vistoria, que não constatou irregularidades. ...Ao receber notícias sobre alagamentos, CONDEPHAAT procurou os responsáveis e o local estava fechado p/ visitação. ...O órgão planeja nova vistoria qdo for possível agendar; IPHAN será contatado p/ informar sobre ações na área.

Também via Twetter, a nossa resposta:@CulturaSP Obrigado pela atenção. De qq forma NP ficará de olho. Lembrando: o chefe da Floresta Nacional avalia em 4 mi as obras de reparo.

TUDO CULPA DO FURA-PITTA

Terminal Sacomã emperra
vida de moradores do ABC


Não bastasse o ‘Fura-Pitta’ (que Deus o tenha) ter consumido uma fortuna em recursos para ligar lugar nenhum a porcaria nenhuma – pra não dizer outra coisa –, ainda existe o Terminal Sacomã, que só serve para atrapalhar a vida de quem mora no ABC, em especial São Bernardo do Campo.

Quando chegamos à estação Alto do Ipiranga (linha verde do Metrô) praticamente já avistamos São Bernardo do Campo. No entanto, somos obrigados a fazer uma baldeação de quatro quarteirões para poder pegar ônibus rumo a SBC, no famigerado Terminal Sacomã.

Ônibus como esse da foto, superlotados, pelo qual ainda temos de pagar R$ 1,20. Por que não deixar os ônibus de SBC subirem a Gentil de Moura, como podem fazer os de São Caetano do Sul? Por que obrigar pessoas que chegam cansadas do trabalho a tomar mais uma condução lotada?

Absurdos do país das Olimpíadas 2016

Casal 20 vai à luta e prende o policial
safado que clonou placa do seu carro

Leia a notícia que se segue, retirada da Folha OnLine, e veja que absurdo. Um casal teve de bancar a polícia, para apreender veículo clonado por um policial, caso que a delegacia de polícia não pode resolver - por que será, heim? Bom, mas o certo é que o casal 20 conseguiu localizar e prender o policial bandido, coisa que a polícia não fez. Leia a história:

Uma professora de 44 anos e seu marido conseguiram flagrar um policial civil que havia clonado o carro deles e causado um prejuízo de cerca de R$ 2.000 em multas. O suspeito foi preso pela Polícia Militar e pode ser expulso da corporação.
Silvana Aparecida Borges Gonçalves tem um veículo Corsa, que utiliza para se deslocar entre sua casa, em Arthur Alvim (zona leste de São Paulo), e o centro da cidade, onde trabalha.
Neste ano, no entanto, ela começou a receber multas por infrações de trânsito cometidas na avenida Inajar de Souza, na Vila Penteado (zona norte), por onde não costuma trafegar.
Com as autuações e os muitos pontos registrados na carteira de habilitação, a professora acabou perdendo o direito de dirigir. Suspeitando que seu carro havia sido clonado, ela procurou uma delegacia em julho e registrou sua suspeita.
Como a polícia não solucionou o caso, a professora decidiu agir por conta própria. Com a ajuda do marido, que é motorista de ônibus, foi à avenida Inajar de Souza e ficou à espera do carro clonado.
De acordo com a Polícia Civil, quando avistou o veículo, por volta das 16h45 da última quarta-feira, ela pediu ajuda a policiais militares que patrulhavam a área. O motorista do Corsa clonado foi abordado e sua identidade foi, então, revelada: era um policial civil.
A polícia descobriu, que além de ter adulterado uma placa, o suspeito estava usando um carro que havia sido apreendido pela polícia em dezembro de 2005 na região da Casa Verde (zona norte) e que ainda não havia sido devolvido ao dono.
O policial foi levado ao plantão do 72º Distrito Policial (Vila Penteado) e depois para a Corregedoria da corporação. Teve a arma e o distintivo apreendidos e foi encaminhado ao presídio da Polícia Civil.
Ele irá responder pelos crimes de estelionato e adulteração de identificação de veículo automotor. O carro clonado foi submetido à perícia para verificar se tinha peça ou componente roubado. A polícia descobriu que a placa original do veículo era de São Caetano do Sul (na Grande SP).
A Corregedoria da Polícia Civil investigará também como o veículo apreendido passou a ser usado pelo policial civil suspeito e se havia conhecimento de seus superiores.

Recadastramento de armas vai até 31 de dezembro de 2009, sem choro nem vela

SAIBA COMO LEGALIZAR SEU TRABUCO
E SE SAFAR DE DORES DE CABEÇA

Se você possui um trabuco ou vários, a oportunidade de fazer o recadastramento sem custo, burocracia ou necessidade de exames e testes vai somente até o final do ano. O prazo final para o recadastramento obrigatório é dia 31 de dezembro. Impreterivelmente. Depois dessa data, quem não tiver recadastrado estará cometendo o crime de posse ilegal de armas, que pode render cana de um a três anos e multa.

"No referendo realizado em 2005, as pessoas optaram pelo direito de ter armas em casa como uma forma de legítima defesa. Mas para que isso seja feito de maneira correta, é preciso fazer o recadastramento", explica Salesio Nuhs, diretor-institucional da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam), que, em parceria com a Polícia Federal, realiza a Campanha Nacional de Recadastramento de Armas desde julho deste ano.

"As armas que estão com os cidadãos de bem não são as envolvidas na criminalidade. Na maioria das vezes, elas são herdadas de familiares ou doadas por amigos", completa o diretor.

Para incentivar a regularização das armas em todo o País e facilitar ainda mais o acesso da população a este serviço obrigatório e gratuito, a Polícia Federal e a Aniam vêm realizando uma série de ações itinerantes.

Essa iniciativa soma-se a outras maneiras simples e sem burocracia de efetuar o recadastramento de armas, que pode ser feito em uma das 2 mil lojas especializadas, em uma das unidades da Polícia Federal, em uma das 6 mil agências dos Correios ou pelo site www.recadastramento.org.br. Mais de três milhões de pessoas fizeram o recadastramento.

O que fazer - Os documentos que devem ser apresentados são cópias autenticadas do RG, CPF, comprovante de residência e, se tiver, registro antigo da arma. Não é preciso levar a arma. Para recadastrar não há necessidade de realizar exames e teste.

"As ações itinerantes que acontecem simultaneamente em vários Estados, como a parceria com a Aniam e os Correios, facilitam o recadastramento de armas e alcançam boa receptividade. Elas funcionam como mais um lembrete ao cidadão para que cumpra uma obrigação dentro do prazo estabelecido", define o delegado Douglas Saldanha, chefe do Serviço Nacional de Armas da Polícia Federal.

Todo o cidadão brasileiro ou naturalizado, maior de 25 anos, tem o direito de adquirir até seis armas de uso permitido. Recadastrar é a única forma de garantir o direito de manter a arma em casa. 
 
Saiba mais clicando http://www.recadastramento.org.br/ ou http://recadastreja.blogspot.com/

Se você é jornalista e quer fazer matéria a respeito entre em contato comigo, fazendo um comentário nesta postagem ou ligando para (11) 3874.2039 ou 3424.8089.
 
ARMA ESPECIAL - E já que falamos em armas, vale a pena curtir a foto abaixo de uma arma que está exposta numa tradicional loja de camping do centro de São Paulo. E, antes que o Ibama venha atrás de mim, quero dizer que o trabuco aí não funciona, é de brincadeirinha...
 

Nas imediações da MTV

PRAÇA E CALÇADAS DO SUMARÉ
TOMADAS POR MATO E CAPIM


Enquanto chove sem parar e o prefeito Kassab culpa São Pedro pelos transtornos que enlouquecem a cidade, o mato cresce adoidado nas calçadas e na Praça Rubens do Amaral, bem pertinho da MTV, no Sumaré.

Na pracinha não se sabe o que é planta ornamental, o que é capim barba de bode, sem contar tiririca e outras ervas que medram graciosas em calçadas sem calçamento nas imediações.

Com a palavra a subprefeitura responsável pela região.


O mendigo desmaiou depois de ver uma onça pintada na pracinha

Autor deu entrevista à Rádio Bandeirantes e ao Jornal da Tarde, entre outras mídias


REVOLUÇÃO DOS BOYS
BOMBANDO NA MÍDIA


Lançado recentemente neste blog, Revolução dos Boys, do jornalista Gilberto Lobato Vasconcelos, o Giba,  está bombando na mídia. Basta consultar o Google para constatar minha afirmação.
Dia 7/11, Giba falou ao vivo sobre o livro aos jornalistas Marcelo Duarte e Silvania Alves do programa Você é Curioso?, da rádio Bandeirantes AM 840 e FM 90.9.
No dia 30/11, o livro rendeu reportagem (veja foto abaixo) de página inteira no caderno Variedades, do Jornal da Tarde.
Em Revolução dos Boys, Giba destrincha um episódio que, há 30 anos, deixou São Paulo de pernas pro ar e pegou de surpresa a truculenta repressão da ditatura militar que reinava no País.
 A coisa se deu no dia 14 de setembro de 1979, uma sexta-feira, quando cerca de mil pivetes que trabalhavam como office boys resolveram detonar o centro de São Paulo, numa revolta sem alvo definido, mas que mostrou, conforme o subtítulo do livro, a "face oculta da cidade".

(clique para ampliar)

GLÓRIA PARTIDA AO MEIO

Escritor baiano que encarou ditadura
lança primeiro romance em São Paulo


O escritor baiano Paulo Martins lançou em São Paulo, na Livraria do Espaço, de Ronaldo Rangel Rodrigues, no Espaço Cultural Unibanco, o seu primeiro romance: Glória Partida ao Meio. Natural de Ipiaú, autodidata, Paulo abandonou cedo os cursos de Sociologia e Política para se dedicar à política e à literatura.Nas décadas de 1960 e 1970, teve participação ativa nas lutas contra o regime militar, bem como da campanha pela anistia. No período 1964/65 viveu na China.

É coautor de Liberdade para os Brasileiros – Anistia Ontem e Hoje (1978) e, no período em que morou na Europa, escreveu Jacques Brel –A Magia da Canção Popular (1998).

No coquetel de lançamento de seu primeiro romance, estiverem presentes vários dos seus companheiros dos tempos de luta contra a ditadura.

Para o escritor e poeta Rui Espinheira, Paulo Martins insere-se no cenário literário brasileiro como “o romancista dos tempos sombrios da ditadura”. Segundo Rui Espinheira, o autor, que por muitos anos viveu na clandestinidade, tendo sofrido também prisões e torturas, pôs no livro muito de sua própria experiência, mas não escreveu uma autobiografia: escreveu um romance, conseguindo extrair uma história de amor.


Amigos
de luta
marcaram
presença






Vida e Rebeldia - “O livro de Paulo Martins nos oferece a mais ampla e contundente visão da época da ditadura no País”, afirma Espinheira.

O escritor Hélio Pólvora, autor do prefácio, dá o tom do livro: “Quem foi jovem e participou, ainda que de forma discreta, do seu foco narrativo, o lerá para não mais esquecer. Um belo romance de Paulo Martins, cheio de vida e rebeldia, em tudo e por tudo diferente dos dessangrados e esotéricos romances dos nossos dias.”
Mais informações acesse http://gloriapartidaaomeio.nafoto.net/
(Clique nas fotos para ampliar)

MAIS FOTOS:









Confira em http://terceirotempo.ig.com.br/

É NÓIS NA FITA: COM FOTO E TUDO ESTAMOS
ENTRE AS PERSONALIDADES DO MILTON NEVES


Um despretensioso comentário por e-mail durante seu programa de domingo na Rádio Bandeirantes rendeu ao autor deste blog a oportunidade de figurar na seção Personalidades, do site de Milton Neves, Terceiro Tempo.
Num ping-pong, falarmos um pouquinho sobre o que pensamos sobre uma série de coisas, inclusive aquela descisão de banheiro onde Santos e Portuguesa ficaram campões paulistas em 1973.
Leia nossa entrevista em http://terceirotempo.ig.com.br/variedades_interna.php?category=23&id=225

Livro revive o dia em que os OFFICE BOYS pararam a capital

PIVETES ENLOUQUECIDOS QUEBRAM TUDO E REVELAM A FACE OCULTA DE SÃO PAULO

De autoria do jornalista Gilberto Lobato Vasconcelos, mais conhecido como Giba, que trabalhou por muitos anos no antigo Diário Popular, o livro Revolução dos Boys põe na mesa, para discussão, um episódio que, há 30 anos,  deixou São Paulo de pernas pro ar e pegou de surpresa até mesmo a truculenta repressão da ditatura militar que reinava no País. Tudo aconteceu no dia 14 de setembro de 1979, uma sexta-feira, quando uns mil pivetes que trabalhavam como office boys resolveram detonar o centro de São Paulo, numa revolta sem alvo definido, mas que mostrou, conforme o subtítulo do livro, a "face oculta da cidade".
Office boys, para as pessoas com DNA mais recente, eram adolescentes que realizavam, nos escritórios e bancos, pequenas tarefas internas e de rua. No final da década de 1970, geralmente a pé, para economizar o dinheiro da condução e gastá-lo nas máquinas de fliperama – precursoras dos games de hoje –, eles faziam serviços bancários, conduziam documentos, realizando algo perecido com o que fazem atualmente os motoboys.




NEM REPRESSÃO CONSEGUIU BRECAR - A revolta explodiu no centro da cidade, onde, no pátio da tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco, bancários realizavam uma assembléia para discutir o fracasso de uma greve recém-promovida, a repressão e a proposta dos patrões às suas reivindicações. Com idades entre 14 e 16 anos, eles resolveram fazer algo que pegou de surpresa bancários, patrões, comerciantes, polícia e a imprensa. Ao meio-dia reuniram-se diante de uma agência bancária da Rua Boa Vista, antigo centro bancário de São Paulo, e passaram a gritar palavras pouco carinhosas contra policiais e fura-greves. A polícia tentou dispersá-los, mas só fez aumentar a confusão, que se transformou em passeata e num quebra-quebra que transtornou o coração da cidade.



'FUTEBOYS' E MÚSICA - O livro alinha as manchetes dos principais jornais da época, para mostrar as diferentes visões da mídia impressa sobre o fato, trazendo desdobramentos importantes da explosão dos office boys, como o Futeboys, uma competição de futebol de salão concebida pelo publicitário Carlito Maia e realizada na hora do almoço da garotada, em plena praça, e com a narração do mais famoso locutor de rádio da época: Osmar Santos. Resgata ainda a história da música “Sou Boy”, que no início dos anos 1980 fez sucesso com o roqueiro Kid Vinil e o grupo Magazine.




Revolução dos Boys é uma edição independente, com a contribuição de vários amigos do autor. Para adquirir o livro, envie um e-mail para gilovas@uol.com.br , ou ligue para 9112-2463. Com 100 páginas, o livro custa R$ 30,00 se comprado através dos contatos acima. Nas livrarias, custará R$ 38,00.

Talento e categoria. Mas com vergonha na cara

MAIOR CRAQUE DE FUTEBOL
DO BRASIL É UMA MULHER


Com mais um autêntico show de bola, digno dos tempos de Pelé, Coutinho e Cia.,  o Santos massacrou o Caracas por 11 a 0 na Vila Belmiro e garantiu a classificação antecipada para as semifinais da Copa Libertadores Feminina. No jogo anterior, a vitória das 'Sereias da Vila' foi de 12 a 0.
Marta (foto) fez dois gols e mais uma vez esbanjou categoria ao lado de Cristiane, a artilheira da Libertadores, que comprovou seu 'faro de gol' ao anotar cinco dos 11 gols santistas. Fran (2), Maurine e Érika completaram a goleada do Santos.
Chega a ser emocionante o empenho e dedicação do time feminino do Santos. Só para não me alongar, cito um exemplo. Era o final do primeiro tempo e o time já vencia por 6 a 0. Marta perdeu uma bola no ataque. Pensa que ela ficou parada, como fazem os craques masculinos? De jeito nenhum. Cheia de brio e garra foi atrás da jogadora venezuelana e tirou-lhe a bola. Esse time do Santos é um exemplo que deveria ser seguido pelo próprio time masculino do Santos e pelos futebolistas de todo o País. Talento só não é suficiente. É preciso ter brio, vergonha na cara e respeito pelo torcedor.
Já escrevi no Twitter do blog, que se o Notícias Populares, o jornal, fosse vivo daria a seguinte manchete: MAIOR CRAQUE DE FUTEBOL DO BRASIL É UMA MULHER. É claro que estamos nos referindo à Marta.
Mas todo o time feminino do Santos é muito bom e vale a pena ser prestigiado, como ocorreu na Vila, neste sábado (10/10). O jogo foi disputado perante um público de 8.263 pessoas, número muito parecido e até maior que as presenças registradas em jogos do time masculino do próprio Santos.
A vitória deu ao Santos a liderança do grupo 1 da Libertadores feminina com nove pontos em três jogos, com 26 gols marcados e apenas um sofrido. O resultado positivo também ampliou a série de jogos sem perder do Santos na temporada - agora já são 55 partidas seguidas sem saber o que é ser derrotado.
O Santos volta a jogar nesta terça-feira, 13/10, às 15h30 contra o Everton, do Chile, em duelo que decide o primeiro lugar da chave.

Contagem regressiva Rio2016

OLIMPÍADAS DO RIO 2009 TEM TIRO DE BALA
DE BORRACHA E LANÇAMENTO DE GÁS PIMENTA

A eleição do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016 foi empolgante e representou mais um passo para nos livrarmos de vez do ‘complexo de vira-latas’, que o genial Nelson Rodrigues – criador da expressão – imaginou extinto a partir da conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

A realidade, porém, mostra que vamos ter de suar muito a esportiva camiseta para tornar realidade o sonho de fazer das Olimpíadas de 2016 a melhor da história.

Haja vista o tumulto desta quinta-feira, na Central do Brasil, que teve lances muito pouco olímpicos, como lançamento de gás pimenta e tiros de balas de borracha, resultando em cinco feridos.

Ontem, confusão semelhante, por causa de atraso de trens, resultou em 11 feridos na estação de Nilópolis.

Pois é: até que a tocha olímpica seja acesa no Rio, muito incêndio terá de ser apagado na cidade maravilhosa.

Na Geral

MULHER MAIS SEXY DO BRASIL
É A DONA INÊS DO BETO HORA
Ontem, 25/9, Dia do Rádio, tive o prazer de ver pela primeira vez, ao vivo em em cores, o programa Na Geral, da rádio Bandeirantes. Ouço o programa há muito tempo, mas não tinha visto em ação e bem de perto o trio mais biruta do rádio: Beto Hora, o mago das imitações, Zé Paulo da Glória, o Nariz Corinthiano, e LélioTeixeira, da velha Torcida Jovem do Santos como eu...

E foi assistindo às geniais intervenções de Dona Inês, uma das muitas imitações do Beto Hora, que eu concluí, a la Notícias Populares dos velhos tempos, que a MULHER MAIS SEXY DO BRASIL É A DONA INÊS DO BETO HORA.

Legal também desse encontro foi que o Beto Hora deu um toque sobre o nosso modesto blog.
Beto Hora (à esquerda), o criador de Dona Inês

Deputados federais fabricam mais 8 mil cabos eleitorais

EM RITIMO DE FESTA, CÂMARA FEDERAL
ABRE 7.709 VAGAS PARA VEREADORES

De olho nas eleições do próximo ano, a Câmara dos Deputados deu aprovação final, nesta terça-feira, 22/9, à proposta de emenda constitucional que cria 7.709 novas vagas de vereadores no país. A grande dúvida é se as novas regras terão efeito imediato, com a posse de suplentes. Presidentes de várias Câmaras Municipais e os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, defendem que a ampliação valha só para a próxima legislatura.

Foi uma grande festa no plenário lotado de suplentes de vereadores, com direito a comemoração, muitas palmas e o Hino Nacional cantado a plenos pulmões. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), dispensou a votação da redação final. O texto deve ser promulgado nos próximos dias.

A emenda aprovada ontem aumenta em 14,6% o tamanho da maioria das Câmaras Municipais, principalmente de cidades que têm entre 80 mil e 1 milhão de habitantes. Capitais como São Luís e Maceió passam dos atuais 21 vereadores para 31. Outras 27 cidades, que têm hoje entre 160 mil e 192 mil habitantes, como Palmas, verão suas Câmaras quase dobrarem - passando de 12 para 21 vereadores, um salto de 75%.

A proposta derruba decisão do TSE de 2004 que cortou cerca de 8 mil vagas de vereadores ao interpretar artigo da Constituição sobre as Câmaras. Se tiver efeito imediato, serão mais 8 mil cabos eleitorais trabalhando já nas próximas eleições para os candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores.

FUTEBOL-ARTE

Com porrada e voadora treino
do Fla vira ringue de luta-livre
Quem tem DNA (data de nascimento antiga) entre 40 e 50 anos, com certeza curtiu pela TV as lutas com gosto de marmelada de Fantomas, Ted Boy Marino, Hércules e outros astros do ringue. Nesta sexta-feira (11/9), dois jogadores do Mengo resolveram reviver as antigas lutas em pleno treino. Numa disputa de bola, Zé Roberto entrou pesado em Lenon, que revidou a porrada com uma voadora no peito do – entre aspas – adversário.

Zagueiro do Santos quebra goleiro
no treino e leva vermelho de Luxa
Nesta semana, também num treino, o zagueiro Domingos, do Santos, quebrou a perna do goleiro reserva Rafael e levou cartão vermelho do próprio treinador Luxemburgo, que, em comum acordo com a diretoria, o afastou do time. Nesta sexta, em seu blog, Luxa justificou o afastamento: “Uma coisa é você jogar duro e ser viril, pois isso pertence ao futebol. E outra coisa é você não ter a noção e a medida exata da dureza e da virilidade nas jogadas. Infelizmente, esse é o caso do zagueiro Domingos, que é uma ótima pessoa e um excelente caráter, mas não tem a devida noção para medir sua força.”

TUBAINA.COM

TUBAINA: QUEM NÃO BEBEU NÃO VIVEU...

A primeira vez que ouvi falar sobre a Confraria das Tubaínas foi no programa Você é Curioso? – apresentado por Marcelo Duarte e Silvania Alves, todos os sábados de manhã, na rádio Bandeirantes AM. Fui olhar o blog e fiquei encantado, pois também faço parte desse clube, como todo cara que vem do interior.

É exatamente como está lá no blog do colega jornalista Guilherme Busch : “Além de refrigerante, a tubaína é uma espécie de ícone cultural do brasileiro. É comum que as pessoas tenham uma tubaína preferida, como um time de futebol ou um livro de cabeceira. Em geral é um refrigerante regional que remete à sua cidade de origem, a seu período de infância, às suas lembranças mais doces. E, por isso, a tubaína tem um lugar tão especial na vida das pessoas.”

A minha tubaína é a Bacana, que era fabricada em Boituva (116 quilômetros da capital, pela rodovia Castelo Branco), por uma ramificação da família Schincariol – não aquela de Itu Tinha a tubaína Bacana, o abacaxi, a laranja e, mais recentemente, até a cola. É só lembrar do refrigerante e vem em minha boca o gosto da tubaína Bacana, lá da minha aldeia, Boituva.

Na imagem abaixo, o Diário de Sorocaba, do qual eu era correspondente, destaca, em matéria publicada em 23/10/1973, que a fábrica de refrigerantes estava ampliando suas instalações. A Bacana não existe mais. Hoje, onde havia o galpão que aparece na foto, funciona o primeiro e único shopping de Boituva.

Guilherme, parabéns pelo blog. Não poderemos degustar a Bacana, como faz a confraria. Mas deixo aqui o apelo para os boituvenses ou moradores da região que, por um desses grandes acasos da vida, tenham algum rótulo, alguma embalagem do produto ou alguma imagem mostrando o rótulo, para que, por favor, entrem em contato. Vamos enriquecer o seu blog com mais um rótulo.



CONTRARREPORTAGEM EM FAVOR DA GRIPE NORMAL

GRIPE 'COMUM' MATOU MAIS DE 5 MIL ENTRE 2002 E 2004

Uma das principais regras do bom jornalismo – apesar de os iluminados do Supremo Tribunal Federal acreditarem que jornalista não precisa de regras nem de diploma – é mostrar todos os lados que envolvem um fato.

Por isso, é com o maior prazer que acolhemos a opinião do colega jornalista José Carlos Salvagni, que escarafunchou estatísticas do Datasus, o banco de dados do Sistema Único de Saúde, e elaborou um verdadeiro dossiê, mostrando que o diabo já foi bem mais feio do se pinta, só que sem holofotes da mídia.
Mídia, aliás, que se recusou a publicar esse material que ele denomina de Uma contrarreportagem ‘em favor’ da gripe ‘normal’, essa vira-lata que, mesmo sem o prestígio científico da gripe do tamiflu, foi muito mais letal: causou 5.100 mortes no País entre 2002 e 2004. E ninguém notou...

Segue a argumentação de José Carlos. Por motivos técnicos não publicamos as os arquivos em PDF mencionados pelo jornalista em seu “contraponto” à nota que publicamos em 19/8, sobre a gripe suína. E, a propósito, se algum companheiro jornalista quiser o PDF, é só pedir que envio por e-mail.


Tenho um contraponto ao seu enfoque da gripe suína, lastreado nos dados do Datasus, do Ministério da Saúde, que, estranhamente, ninguém divulgou e quer divulgar, apesar de eu ter indicado o endereço, como fazer, gráficos etc. É o enfoque da manada: é preciso que um primeiro jornal saia na frente para todo mundo seguir atrás.

Você não deve saber: entre março de 2002 e dezembro de 2004 o Brasil passou por um surto de gripe muito mais letal que essa, com 5.100 mortos. Só no primeiro ano foram 1.807 mortos. Deu um repique no terceiro ano com 100 mortos a menos. No primeiro ano pegou bem no Sul e Sudeste, embora também no Nordeste. Nos outros dois anos, foi mais no Sul. Foram 5.100 mortos apenas os contabilizados pelo sistema hospitalar do SUS.

Não está claro quantos foram fora dele, talvez 10 ou 15%. Imagine se na época o governo e a imprensa saíssem por aí do jeito de agora dizendo: "Hoje morreram tantos!" Se essa descoberta me espantou (e me espanta o silêncio em torno dela – quem sabe, alguém tome vergonha na cara e dê alguma coisa nesse final de semana), fiquei ainda mais espantado com a descoberta pessoal de saber que a pneumonia (esse sim um problema gravíssimo) sofreu um repique a partir de 2003, até atingir o recorde histórico próximo a 45 mil mortos em 2007. Ou seja, fazendo as contas, 121 mortos por dia! Esses números não são muito diferentes hoje.

O Sudeste, região mais atingida, responde por 60% das mortes por pneumonia. E sabe qual a segunda região mais atingida? Não é o Sul, mas o Nordeste, com 16,5%! E sabe de mais uma? As mortes aumentam até 2007 na mesma proporção em que as internações diminuem. Você não acha que tem alguma coisa errada?

Estou mandando para você o arquivo que fiz em PDF dos dados que achei – que denominei de ‘contra-reportagem’, à guisa de contraponto – e o principal gráfico também à parte. A linha cor de rosa é a do surto registrado pelo sistema hospitalar do SUS, não incorporado ao que parece pelo outro banco de dados do Datasus, o Estatísticas Vitais, que deveria abranger tudo.

Estou pê da vida com esse alarmismo. Sim, morreram 300, ou quem sabe 400, desde abril, segundo o Ministério da Saúde. Choca-nos que morram e corramos o risco de morrer. Mas por que calar sobre 2002 a 2004? Falhou a Vigilância Sanitária, ou ela agiu de uma forma discreta, buscando agir sem alarmar? No PDF, estão também dados como faixas etárias e gênero. Se tiver dificuldade de montar as tabelas (levei mais de uma semana), posso lhe enviar as planilhas e o modo de chegar aos números.

O que pega é que a gripe (e um mundo de outras coisas) nunca mereceu, de fato, grande atenção. Agora houve um alerta do México, que a Organização Mundial da Saúde passou para o mundo. E deu nesse cagaço todo. A imprensa se esqueceu de uma prática histórica nossa que é a de não se contentar com versão oficial, mesmo em assuntos ultraespecíficos. E sei que você é dotado dessa mesma matéria-prima nossa, desse mesmo sentimento.

Cordialmente,
José Carlos Salvagni

GRIPE SUÍNA: MORTES, MÁSCARAS E MUITA CONFUSÃO


















Embora as autoridades digam que está tudo sob controle, ferve na internet e no boca a boca por aí que a gripe suína está matando muito mais do que se divulga. Dados do Ministério da Saúde dizem que, desde 25 de abril, foram registradas 368 mortes no País. Já pelas contas das secretarias estaduais de saúde, o número de mortes poderia chegar a 384 até o dia de ontem – 18/8.

A foto acima, registrada nos primeiros minutos da madrugada de 13/8, no Pronto-Socorro Central de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, mostra pessoas de máscara aguardando atendimento médico. Uma visão apavorante, principalmente, para quem está sem máscara e com sintomas de gripe, como era o meu caso naquele momento. Cheguei a imaginar que, se não estava com a suína, seria contaminado ali mesmo no PS. Mas felizmente era a minha velha e ‘boa’ rinite, e as máscaras, de acordo com o médico que me atendeu, poderiam ser atribuídas ao “alarmismo” que toma parte de boa parte da população.

Mais três mortes atribuídas à gripe suína foram registradas no último final de semana em São Bernardo. As vitimas são dois homens - um de 45 e outro de 50 anos - e uma mulher de 25 que morreram com quadro de doença respiratória aguda grave. O município contabiliza, até o momento, seis vítimas fatais da doença. Foram confirmados 88 casos de gripe A na cidade. Desse total, quatro continuam internados e 78 já tiveram alta. No momento, 42 pessoas estão internadas com suspeita da doença e aguardam resultado de exame.

Na Região do ABC, 19 pessoas já morreram vítimas da gripe A. Diadema tem cinco óbitos, enquanto Santo André possui quatro ocorrências. São Caetano do Sul contabiliza três casos e Ribeirão Pires informou uma morte. Apenas Mauá e Rio Grande da Serra ainda não registraram vítimas fatais da doença.

A boataria, porém, é enorme. Já ouvi funcionários públicos de diferentes níveis cochichando que os números são bem maiores em todo o Brasil, e que o governo estaria escamoteando as informações para não alarmar ainda mais a população. Ouvi de fonte confiável que um hospital particular do ABC, que não é referência, teria atendido um número exorbitante de pacientes com a doença, com um número igualmente elevado de óbitos.

Pela internet correm e-mails apavorantes, dizendo que jornais, rádios e tevês fazem parte desse conluio para não divulgar os números reais. Há inclusive declarações atribuídas a personalidades do mundo científico, prevendo horrores. Um desses e-mails começa assim:

“Sem querer apavorar, já avisando. Uma de nossas pesquisadoras é chefe de infectologia do HC e está responsável pelos pacientes com a gripe. Até hoje, de todos internados na UTI do HC com a doença, nenhum resistiu. Eles não estão conseguindo internar as pessoas porque só há 15 vagas na UTI do HC e há mais de 800 testes que ainda não correram.”

Como se vê há muito confusão sobre o assunto. Portanto, pelo sim, pelo não, o melhor é observar os cuidados básicos para evitar o contágio, como se pode ver abaixo, na arte extraída da Folha OnLine:



SUÍNO AFANA DIAMANTE DE MADAME NA INGLATERRA


















Ilustração: Rafael Rivera Soldera

Além de espalhar gripe, porcos também dão sumiço em diamantes. Notícia veiculada pela BBC Brasil diz que um porquinho chamado Ginger está sendo responsabilizado pelo "roubo" de um diamante avaliado em cerca de R$ 3 mil que enfeitava o anel da inglesa Ann Moon.
O “roubo” aconteceu quando a mulher colocou a mão na cerca do chiqueiro de um parque de exposições de animais na cidade de Easingwold, dia 9/8. O bichinho teria engolido a pedra.

"Coloquei a mão no cercado e o porco veio e mordeu o anel. Puxei, mas não consegui tirar a mão por um tempo", lamentou Moon. "Quando finalmente consegui, minha mão estava suja e percebi que o porco tinha pego a pedra que ficava no centro do anel."

Paul Caygill, administrador do parque, afirmou esperar "que a natureza agora faça seu trabalho" e que ele possa encontrar o diamante no cercado onde fica o porco.

PRAGA DE MÃE É...

... viver num país onde a mais alta corte de justiça derruba a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Se antes já havia imbecis travestidos de jornalistas, agora a porteira está aberta a qualquer zé mané, o que vai aviltar ainda mais a profissão que é a base da imprensa, ou do chamado (eta país hipócrita...) 'quarto poder'. Não será de admirar surgirem reportagens e artigos em jornais ou revistas assinados por figuras como o autor da "publicidade" abaixo - colada com durex num daqules palitões da avenida Paulista, burlando a tão rigorosa Lei Cidade Limpa... Afinal ele é um sujeito muito 'calificado'...

COMIDA CHINESA












"Minha visão da realidade é que ela sempre foi um lugar triste para estar, mas é o único lugar onde você consegue comida chinesa"

Não, não, a frase não é minha. É de Woody Allen, no recém-lançado 'Conversas com Woody Allen', de Eric Lax.

AMANTE FIADOR

Sanches saiu da boate trançando as pernas. Fazia tempo que não tomava um porre como aquele.
- Para onde vamos? – perguntou para a linda morena na qual se escorava.
- Onde você quiser, amor.
Lembrou-se de um hotelzinho fuleiro que havia ali por perto. A mulher era material de primeira, mas nem por isso iria levá-la para uma suíte do Hilton Hotel.
O porteiro da espelunca cochilava no balcão. Acordado, teve um sobressalto ao ver tão distinto casal pedindo quarto naquele lugar. Que mulher gostosa, meu! O sujeito ao seu lado era evidente que estava bêbado. Mas além do bom gosto pela gata, sabia se vestir muito bem. Tinha pinta de executivo.
Depois das formalidades, subiram para o quarto. Sanches mergulhou na cama como se fora uma piscina. A morena tirou-lhe a roupa. Aí, ele ressuscitou e a transa foi uma loucura. Na hora do cigarro, ela começou com os queixumes.
- Pô, amorzinho, tô num mato sem cachorro. Minha mãe precisa fazer uma operação nos Estados Unidos e não tenho ainda um fiador para avalizar o empréstimo no banco...
Sanches, generoso, sequer esperou que ela concluísse a frase.
- De quanto é o empréstimo, querida?
- Trinta milhões, amorzinho.
- Pronto. Eu serei o seu fiador. Passa amanhã na minha empresa e eu assino a papelada toda. Sou publicitário, ganho uma nota preta, e já fui fiador de quantias três vezes maiores do que esta...
A morena, olhos cintilantes de alegria, saltou sobre ele e o cobriu de beijos.
Na tarde do dia seguinte, segurando um papel rabiscado por Sanches, ela se apresentou no endereço indicado. Foi atendida cortesmente pela recepcionista.
- Pois não. O que deseja?
- O senhor Ricardo Oliveira Sanches, por favor.
A recepcionista falou com alguém pelo interfone. Depois informou:
- O chefe dos contínuos disse que o Sanches saiu para entregar uma encomenda...

(Histórias da Boca/ Notícias Populares / Sampa, 27-7-1985/ A. M. Soldera)

CAFÉ DA MANHÃ

Aos quarenta anos, Américo já se sentia um trapo. Sua vida, a mesma rotina de sempre. Casa-trabalho, trabalho-casa. Não havia outros atrativos. Além de tudo, ainda tinha de suportar a tirania de uma esposa horrorosa.
Estava casado com Clementina fazia quinze anos. Nunca ousara dizer a palavra “não” para ela. Era um verdadeiro martírio aturá-la. Não bastasse dar duro o dia todo como contínuo num escritório de advocacia, ao chegar em casa tinha de fazer todos os serviços domésticos.
Clementina, gorda, cabelos desgrenhados, refesteleva-se na poltrona e ficava assistindo uma novela atrás da outra. Américo, coitado, preparava a comida, cuidava da faxina.
No fim do mês, como se fora uma criança, entregava à mulher o salário inteirinho. Ela lhe separava a parte da condução e consumia o resto a seu bel-prazer.
Américo não entendia como conseguira viver tanto tempo com semelhante megera. Matutava sobre isso no ônibus, no trampo, mas não encontrava resposta. E era justamente no que estava pensando naquele domingo de manhã, enquanto coava o café.
“Anda logo com isso”, ouviu Clementina gritar lá da cama. Sentiu-se tomado por um sentimento de ódio que nunca tivera antes. Mas apressou-se. Pôs o bule na bandeja e caminhou até o quarto.
Quando, porém, Clementina estendeu a mãozorra para apanhar a xícara, recuou bruscamente a bandeja.
- A-mé-ri-co! – berrou, enfurecida, a montanha de banha.
Américo, no entanto, era um homem completamente surdo naquele momento. Como um leopardo, saltou sobre o pescoço da esposa e apertou, apertou...
Ao notá-la desfalecida, afrouxou os dedos e correu à cozinha. Buscou na gaveta da pia a faca mais pontuda. Retalhou Clementina como se fora uma porca.
Quando a polícia chegou, entregou pacificamente as mãos para serem algemadas:
- Prendam-me. Eu matei aquela mulher. Não aguentava mais...

(Histórias da Boca / Notícias Populares / Sampa, 17/6/1985/A.M.Soldera)

A OUTRA

-- Vim o mais depressa que pude. Pelo desespero de sua voz ao telefone, percebi que o caso é de vida ou morte. Vamos lá, Silmara: conte tudo para sua irmãzinha, conte...
Corpo estragado por três partos consecutivos, a dona da casa atirou-se em prantos nos braços de Soraia, doces olhos azuis, silhueta tentadora de mulher nos seus dezessete anos.
-- Uma desgraça, maninha, uma desagraça – soluçou, com a cara enfiada entre os seios pontudos de Soraia.
-- Silmara, querida, abra-se comigo... Como nos velhos tempos, lembra-se? Apesar de cinco anos mais velha, você tinha em mim uma confidente sempre pronta a ouvi-la.
O Horácio tem outra. Meu casamento está perdido – berrou, já com o rosto banhado em prantos.
-- Você tem certeza disso? Como descobriu?
-- Não é preciso ser muito esperta para saber que o homem da gente está pulando a cerca. E o pior é que tudo foi premeditado. Você se lembra do que eu era antes. Veja agora. Estou um lixo. Quatro anos de casada e três filhos, um após o outro. Horácio nunca me deixou usar anticoncepcionais. Me transformou numa “parideira”, só para manter-me entocada dentro de casa e assim curtir suas amantes numa boa.
-- Mas isso não é motivo para você se acabar desse jeito, Silmara. Quem sabe se...
A campainha tocou, e Soraia viu a irmã dar um salto da poltrona. Sem nada compreender, ouviu-a balbuciar com raiva:
-- Agora vou saber como é a fuça da vagabunda. E juro que vou encontrá-la, custe o que custar. Ainda esgano essa destruidora de lares, juro...
Em seguida, Gertrudes, a empregada, entrou na sala:
-- Com licença, dona Silmara. Aqui está o café e um envelope que um moço acabou de trazer para a senhora.
Indiferente à curiosidade da irmã, destroçou ávida o papel.
O trabalho do detetive particular fora perfeito. Não se sabe como, mas ele conseguiu fotografar Horácio em pleno sexo com a amante.
Silmara examinou o material e a cada foto foi mudando de cor. Num supremo esforço levantou-se a apontar o indicador em direção à irmã. Mas, sem conseguir dizer qualquer palavra, caiu morta, fulminada por um ataque cardíaco.
Rapidamente, Soraia acercou-se do corpo inerte da irmã, apanhando as fotos onde aparecia nua numa cama de motel ao lado do cunhado. Só após guardar cuidadosamente as fotos na bolsa é que pediu por socorro.
Depois de curtir luto por um ano, Horácio casou-se no civil e no religioso com a jovem e fogosa Soraia.

(Histórias da Boca / Notícias Populares / Sampa, /A.M.Soldera)

MARIA DA GEMA

O que Maria da Gema tinha de beleza possuía, na mesma proporção, em frigidez sexual. A loira de olhos verdes era uma geladeira na cama. Eu já havia tentado de tudo. Só faltava mesmo consultar um sexólogo.
Nosso quarto era mais bem equipado do que um motel. Cama enorme, em forma de coração. Espelho no teto, sauna, hidromassagem e cinco aparelhos de vídeo exibindo simultaneamente os mais picantes filmes de sacanagem. Na hora “H”, sempre a mesma resposta:
- Não consigo, amorzinho. Por mais que tente, não sinto nada.
- Vamos ver um médico, então...
- Não, não, por favor, não...
Ela se debulhava num choro sentido. Eu acendia um cigarro. Quando acabava de fumar, Maria da Gema já tinha adormecido. Ficava com pena de acordá-la. Deixava aquele belo corpo nu sobre os lençóis e ia me “aliviar” no banheiro.
Não fosse a incomensurável paixão que nutria por ela, já teria me separado. Mas eu tinha amor de sobra e dinheiro também. Continuei tentando.
Chegou um tempo em que desisti. Conformei-me em amá-la apenas platonicamente. Ao mesmo tempo, para compensar, mergulhei no alcoolismo e nas drogas. Às vezes, passava três, quatro dias fora. Eram orgias atrás de orgias. Quando voltava, ela me abraçava e me beijava ternamente. Mas ficava só nisso.
Um dia, ainda no escritório, decidi que iria despertá-la para o sexo de qualquer maneira. Cancelei compromissos importantes, encerrei o expediente e rumei para casa com uma idéia fixa na cabeça: “É hoje, ou nunca”.
Talvez a surpresa fosse a chave para romper aquela frigidez. Dirigia o carro feito um louco, só pensando em tê-la em meus braços.
Quando cheguei, não a encontrei. Um empregado disse que a viu indo em direção à piscina. A mansão onde morávamos era esplendorosa. Toda cercada por enormes jardins arborizados.
Fui até a piscina, e nada. Só mais adiante consegui avistá-la. Mas antes não a tivesse visto. Foi o maior golpe da minha vida.
Debaixo de uma seringueira, Maria da Gema, coberta de suor e terra, se espojava com um homem... Com Marcílio, o jardinheiro...

(Histórias da Boca / Notícias Populares / Sampa, 12/6/1985/ A.M.Soldera)

OS SEIOS DE ROSÁLIA

Segue mais uma 'história da boca'. Ela também ia entrar no livro volume VIII de O Conto Brasileiro Hoje. Mas não foi possível. Foi publicada na edição de 9 de novembro de 1985 do Notícias Populares.

OS SEIOS DE ROSÁLIA

Os seios de Rosália eram duas melancias rijas encravadas no peito. Mas eram bonitos, lindos como os daquelas americanas reforçadas que posam nuas para revistas de sacanagem.
Rosália era minha galinha dos ovos de ouro. A peãozada da rua Aurora não dava folga pra coitada. De todas as fêmeas que batalhavam pra mim, ela era a mais requisitada, a que mais faturava.
Houve um tempo em que eu fiquei enciumado. Tirei ela da vida e botei no meu apartamento, pra ficar com a exclusividade daqueles seios aconchegantes.
Foi uma época deliciosa. Era só eu chegar em casa, e lá vinha ela me abrindo os braços. Aí eu mergulhava naquelas carnes macias e me esquecia das agruras da vida de rufião.
Mas, sem ela, os negócios começaram a naufragar. As outras meninas pouco rendiam, e eu me vi obrigado a enfiar Rosália na vida de novo.
A freguesia retornou afoita. Eu tinha de ficar por perto o tempo todo, senão os pilantras se matavam por ela.
Vez por outra, eu ainda reservava Rosália para meu uso próprio. E nesses dias, regados a cachaça e cerveja, ela me apertava entre os seios e dizia:
- Me tira dessa nojeira, amor. Não agüento mais...
Eu então acariciava as auréolas rosadas dos seus enormes mamilos e prometia coisas que jamais iria cumprir.
Até que uma noite eu notei que os seios de Rosália estavam ainda maiores. Reclamei que ela precisava se cuidar melhor, pois, além dos seios, a barriga também estava mais saliente.
Ela, porém, sacudindo os falsos cabelos loiros, disse, desanimada:
- Agora não adianta, meu filho. Estou prenhe...
Cheio de fúria, ordenei:
- Arranque o quanto antes essa tranqueira daí.
- Isso é pecado. Vou ter a criança, quer você queira ou não.
Foi a última vez que vi e desfrutei dos seios de Rosália. Ela arrumou a trouxa e voltou pro Norte, de onde viera.
Meus negócios, pouco a pouco, foram por água abaixo. Tive de mudar de ramo para sobreviver. Virei bicheiro, mas me dei mal. Hoje, sou leão-de-chácara de uma boate vagabunda na Boca do Lixo.
Vez por outra discuto comigo mesmo se devia ou não ter deixado Rosália ter o filho. Mas de que adianta pensar nisso agora. É tarde, muito tarde.

(Histórias da Boca / Notícias Populares / Sampa, 9-11-1985)

GÊNESIS


PRAGA DE MÃE E OUTROS BICHOS

Inicio o blog com o primeiro texto meu publicado em livro - no caso, O Conto Brasileiro Hoje, Volume VIII, uma coletânea que vai de autores pouco conhecidos como eu até nomes maiúsculos como o jornalista Rodolfo Konder.

Sobre mim, começo por repetir basicamente o que está registrado no rodapé do meu 'miniconto' - se é que existe o gênero - Praga de Mãe.
Tenho 52 anos, sou capira do interior paulista, e fui picado pelo vírus do jornalismo aos 15, quando virei correspondente regional do Diário de Sorocaba. Em 1976, vim de Boituva para São Paulo, para cursar a Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero.


Na capital, trabalhei em vários jornais, entre eles o hoje cult Notícias Populares, de onde foi extraído o texto abaixo, publicado na coluna Histórias da Boca, feita em revezamento com outros repórteres de polícia do 'sanguinário' jornal.

Há anos venho ensaindo publicar o livro Praga de Mãe, que reuniria outras 'histórias da boca' escritas por mim e relatos sobre minha experiência no Notícias Populares comandado por Ebrahim Ramadan - um verdadeiro mestre na área de se fazer um jornal popular. O NP, sempre digo, foi minha verdadeira universidade. De 84 a 89, passei ali belos momentos.

Não saiu o livro. Sai o blog, para o qual espero contar com a colaboração, entre outros, dos 'enepistas' juramentados que trabalharam comigo no jornal.
Fique agora com Praga de Mãe. Inté.

PRAGA DE MÃE

Todo dia ao acordar, travo uma batalha comigo mesmo: acender, ou não, o primeiro cigarro? A guerra, porém, dura uns dois minutos, e quem perde sempre é a minha caixa de catarro, que mal recomposta da madrugada boêmia, tem de suportar mais uma terrível dose da letal fumaça.

E é na cama, em meio à fumaça do primeiro cigarro, que vejo o rosto e o corpo nu de Arlete. Nova batalha se trava dentro de mim. Esquecê-la, ou continuar grudado nesta mulherzinha de cabaré, prostitutazinha reles que faz sexo explícito em filmes pornôs?

O primeiro acesso de tosse do dia me leva à latrina fedorenta do apartamento mofado. Tusso até quase vomitar. E com o escarro tenho vontade de pôr Arlete pra fora de mim. Mas ela é praga de mãe, não sai assim facilmente.

Quando a tosse pára, arrasto-me até a cozinha do moquifo atrás do meu café da manhã. Ponho meio copo de cachaça vagabunda e mando pra baixo. Aquilo, com o estômago vazio, desce que desce rasgando, como se fosse o fio de uma navalha.

Só então tomo um banho gelado, pra ver se essa eterna ressaca abandona um pouco o meu corpo. Mas não adianta. Já estou mesmo um bagaço.

No quarto, enquanto me troco, volta a idéia de esquecer Arlete, de fazer de conta que ela morreu, ou que está com Aids. Tudo besteira. No fim, eu acabo é dando um beijo no cartaz da última fita que ela fez com o pessoal da Boca. Espremo contra a parede o durex de um dos cantos que teima em desgrudar e saio, para pegar a bóia no boteco imundo do Espanhol.

Oito e meia, assumo meu posto atrás do balcão do inferninho e fico vendo Arlete rebolar as ancas pros outros machos. E torço pra que ninguém se interesse por ela até de madrugada. Assim, quem sabe, eu possa dormir com ela num hoteleco qualquer.

(Histórias da Boca / Notícias Populares / Sampa, 13-10-1985)

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'PELEZÃO' FOI O MEU 'BEBÊ-DIABO'


Embora o livro Nada mais que a verdade - A extraordinária história do jornal Notícias Populares, assinado por Celso de Campos Jr., Denis Moreira, Giancarlo Lepiani e Malk Rene Lima, não faça a menor refência ao meu nome, fui eu o responsável por 99% das matérias sobre o Pelezão, o indigente que virou 'ídolo das madames' após ter sido 'violentado' pela 'psicóloga tarada de Perdizes', na madrugada de 28 de agosto de 1984. O caso Pelezão rendeu tantas manchetes quantas teve o Bebê-Diabo, que, na metade da década de 1970, mexeu com os nervos e a imaginação dos leitores, serguindo o rastro do filme O Exorcista.

Eu era repórter de polícia no NP e assinava também duas seções numa revista de sacanagem chamada Big Man Internacional. De uma delas - Caso de Polícia - extraio o texto reproduzido abaixo, que faz um apanhado de toda a história do Pelezão.

Divirta-se:

(Para facilitar a leitura dê um clique sobre a imagem)