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TUBAINA: QUEM NÃO BEBEU NÃO VIVEU...

A primeira vez que ouvi falar sobre a Confraria das Tubaínas foi no programa Você é Curioso? – apresentado por Marcelo Duarte e Silvania Alves, todos os sábados de manhã, na rádio Bandeirantes AM. Fui olhar o blog e fiquei encantado, pois também faço parte desse clube, como todo cara que vem do interior.

É exatamente como está lá no blog do colega jornalista Guilherme Busch : “Além de refrigerante, a tubaína é uma espécie de ícone cultural do brasileiro. É comum que as pessoas tenham uma tubaína preferida, como um time de futebol ou um livro de cabeceira. Em geral é um refrigerante regional que remete à sua cidade de origem, a seu período de infância, às suas lembranças mais doces. E, por isso, a tubaína tem um lugar tão especial na vida das pessoas.”

A minha tubaína é a Bacana, que era fabricada em Boituva (116 quilômetros da capital, pela rodovia Castelo Branco), por uma ramificação da família Schincariol – não aquela de Itu Tinha a tubaína Bacana, o abacaxi, a laranja e, mais recentemente, até a cola. É só lembrar do refrigerante e vem em minha boca o gosto da tubaína Bacana, lá da minha aldeia, Boituva.

Na imagem abaixo, o Diário de Sorocaba, do qual eu era correspondente, destaca, em matéria publicada em 23/10/1973, que a fábrica de refrigerantes estava ampliando suas instalações. A Bacana não existe mais. Hoje, onde havia o galpão que aparece na foto, funciona o primeiro e único shopping de Boituva.

Guilherme, parabéns pelo blog. Não poderemos degustar a Bacana, como faz a confraria. Mas deixo aqui o apelo para os boituvenses ou moradores da região que, por um desses grandes acasos da vida, tenham algum rótulo, alguma embalagem do produto ou alguma imagem mostrando o rótulo, para que, por favor, entrem em contato. Vamos enriquecer o seu blog com mais um rótulo.



CONTRARREPORTAGEM EM FAVOR DA GRIPE NORMAL

GRIPE 'COMUM' MATOU MAIS DE 5 MIL ENTRE 2002 E 2004

Uma das principais regras do bom jornalismo – apesar de os iluminados do Supremo Tribunal Federal acreditarem que jornalista não precisa de regras nem de diploma – é mostrar todos os lados que envolvem um fato.

Por isso, é com o maior prazer que acolhemos a opinião do colega jornalista José Carlos Salvagni, que escarafunchou estatísticas do Datasus, o banco de dados do Sistema Único de Saúde, e elaborou um verdadeiro dossiê, mostrando que o diabo já foi bem mais feio do se pinta, só que sem holofotes da mídia.
Mídia, aliás, que se recusou a publicar esse material que ele denomina de Uma contrarreportagem ‘em favor’ da gripe ‘normal’, essa vira-lata que, mesmo sem o prestígio científico da gripe do tamiflu, foi muito mais letal: causou 5.100 mortes no País entre 2002 e 2004. E ninguém notou...

Segue a argumentação de José Carlos. Por motivos técnicos não publicamos as os arquivos em PDF mencionados pelo jornalista em seu “contraponto” à nota que publicamos em 19/8, sobre a gripe suína. E, a propósito, se algum companheiro jornalista quiser o PDF, é só pedir que envio por e-mail.


Tenho um contraponto ao seu enfoque da gripe suína, lastreado nos dados do Datasus, do Ministério da Saúde, que, estranhamente, ninguém divulgou e quer divulgar, apesar de eu ter indicado o endereço, como fazer, gráficos etc. É o enfoque da manada: é preciso que um primeiro jornal saia na frente para todo mundo seguir atrás.

Você não deve saber: entre março de 2002 e dezembro de 2004 o Brasil passou por um surto de gripe muito mais letal que essa, com 5.100 mortos. Só no primeiro ano foram 1.807 mortos. Deu um repique no terceiro ano com 100 mortos a menos. No primeiro ano pegou bem no Sul e Sudeste, embora também no Nordeste. Nos outros dois anos, foi mais no Sul. Foram 5.100 mortos apenas os contabilizados pelo sistema hospitalar do SUS.

Não está claro quantos foram fora dele, talvez 10 ou 15%. Imagine se na época o governo e a imprensa saíssem por aí do jeito de agora dizendo: "Hoje morreram tantos!" Se essa descoberta me espantou (e me espanta o silêncio em torno dela – quem sabe, alguém tome vergonha na cara e dê alguma coisa nesse final de semana), fiquei ainda mais espantado com a descoberta pessoal de saber que a pneumonia (esse sim um problema gravíssimo) sofreu um repique a partir de 2003, até atingir o recorde histórico próximo a 45 mil mortos em 2007. Ou seja, fazendo as contas, 121 mortos por dia! Esses números não são muito diferentes hoje.

O Sudeste, região mais atingida, responde por 60% das mortes por pneumonia. E sabe qual a segunda região mais atingida? Não é o Sul, mas o Nordeste, com 16,5%! E sabe de mais uma? As mortes aumentam até 2007 na mesma proporção em que as internações diminuem. Você não acha que tem alguma coisa errada?

Estou mandando para você o arquivo que fiz em PDF dos dados que achei – que denominei de ‘contra-reportagem’, à guisa de contraponto – e o principal gráfico também à parte. A linha cor de rosa é a do surto registrado pelo sistema hospitalar do SUS, não incorporado ao que parece pelo outro banco de dados do Datasus, o Estatísticas Vitais, que deveria abranger tudo.

Estou pê da vida com esse alarmismo. Sim, morreram 300, ou quem sabe 400, desde abril, segundo o Ministério da Saúde. Choca-nos que morram e corramos o risco de morrer. Mas por que calar sobre 2002 a 2004? Falhou a Vigilância Sanitária, ou ela agiu de uma forma discreta, buscando agir sem alarmar? No PDF, estão também dados como faixas etárias e gênero. Se tiver dificuldade de montar as tabelas (levei mais de uma semana), posso lhe enviar as planilhas e o modo de chegar aos números.

O que pega é que a gripe (e um mundo de outras coisas) nunca mereceu, de fato, grande atenção. Agora houve um alerta do México, que a Organização Mundial da Saúde passou para o mundo. E deu nesse cagaço todo. A imprensa se esqueceu de uma prática histórica nossa que é a de não se contentar com versão oficial, mesmo em assuntos ultraespecíficos. E sei que você é dotado dessa mesma matéria-prima nossa, desse mesmo sentimento.

Cordialmente,
José Carlos Salvagni

GRIPE SUÍNA: MORTES, MÁSCARAS E MUITA CONFUSÃO


















Embora as autoridades digam que está tudo sob controle, ferve na internet e no boca a boca por aí que a gripe suína está matando muito mais do que se divulga. Dados do Ministério da Saúde dizem que, desde 25 de abril, foram registradas 368 mortes no País. Já pelas contas das secretarias estaduais de saúde, o número de mortes poderia chegar a 384 até o dia de ontem – 18/8.

A foto acima, registrada nos primeiros minutos da madrugada de 13/8, no Pronto-Socorro Central de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, mostra pessoas de máscara aguardando atendimento médico. Uma visão apavorante, principalmente, para quem está sem máscara e com sintomas de gripe, como era o meu caso naquele momento. Cheguei a imaginar que, se não estava com a suína, seria contaminado ali mesmo no PS. Mas felizmente era a minha velha e ‘boa’ rinite, e as máscaras, de acordo com o médico que me atendeu, poderiam ser atribuídas ao “alarmismo” que toma parte de boa parte da população.

Mais três mortes atribuídas à gripe suína foram registradas no último final de semana em São Bernardo. As vitimas são dois homens - um de 45 e outro de 50 anos - e uma mulher de 25 que morreram com quadro de doença respiratória aguda grave. O município contabiliza, até o momento, seis vítimas fatais da doença. Foram confirmados 88 casos de gripe A na cidade. Desse total, quatro continuam internados e 78 já tiveram alta. No momento, 42 pessoas estão internadas com suspeita da doença e aguardam resultado de exame.

Na Região do ABC, 19 pessoas já morreram vítimas da gripe A. Diadema tem cinco óbitos, enquanto Santo André possui quatro ocorrências. São Caetano do Sul contabiliza três casos e Ribeirão Pires informou uma morte. Apenas Mauá e Rio Grande da Serra ainda não registraram vítimas fatais da doença.

A boataria, porém, é enorme. Já ouvi funcionários públicos de diferentes níveis cochichando que os números são bem maiores em todo o Brasil, e que o governo estaria escamoteando as informações para não alarmar ainda mais a população. Ouvi de fonte confiável que um hospital particular do ABC, que não é referência, teria atendido um número exorbitante de pacientes com a doença, com um número igualmente elevado de óbitos.

Pela internet correm e-mails apavorantes, dizendo que jornais, rádios e tevês fazem parte desse conluio para não divulgar os números reais. Há inclusive declarações atribuídas a personalidades do mundo científico, prevendo horrores. Um desses e-mails começa assim:

“Sem querer apavorar, já avisando. Uma de nossas pesquisadoras é chefe de infectologia do HC e está responsável pelos pacientes com a gripe. Até hoje, de todos internados na UTI do HC com a doença, nenhum resistiu. Eles não estão conseguindo internar as pessoas porque só há 15 vagas na UTI do HC e há mais de 800 testes que ainda não correram.”

Como se vê há muito confusão sobre o assunto. Portanto, pelo sim, pelo não, o melhor é observar os cuidados básicos para evitar o contágio, como se pode ver abaixo, na arte extraída da Folha OnLine:



SUÍNO AFANA DIAMANTE DE MADAME NA INGLATERRA


















Ilustração: Rafael Rivera Soldera

Além de espalhar gripe, porcos também dão sumiço em diamantes. Notícia veiculada pela BBC Brasil diz que um porquinho chamado Ginger está sendo responsabilizado pelo "roubo" de um diamante avaliado em cerca de R$ 3 mil que enfeitava o anel da inglesa Ann Moon.
O “roubo” aconteceu quando a mulher colocou a mão na cerca do chiqueiro de um parque de exposições de animais na cidade de Easingwold, dia 9/8. O bichinho teria engolido a pedra.

"Coloquei a mão no cercado e o porco veio e mordeu o anel. Puxei, mas não consegui tirar a mão por um tempo", lamentou Moon. "Quando finalmente consegui, minha mão estava suja e percebi que o porco tinha pego a pedra que ficava no centro do anel."

Paul Caygill, administrador do parque, afirmou esperar "que a natureza agora faça seu trabalho" e que ele possa encontrar o diamante no cercado onde fica o porco.