Livro revive o dia em que os OFFICE BOYS pararam a capital

PIVETES ENLOUQUECIDOS QUEBRAM TUDO E REVELAM A FACE OCULTA DE SÃO PAULO

De autoria do jornalista Gilberto Lobato Vasconcelos, mais conhecido como Giba, que trabalhou por muitos anos no antigo Diário Popular, o livro Revolução dos Boys põe na mesa, para discussão, um episódio que, há 30 anos,  deixou São Paulo de pernas pro ar e pegou de surpresa até mesmo a truculenta repressão da ditatura militar que reinava no País. Tudo aconteceu no dia 14 de setembro de 1979, uma sexta-feira, quando uns mil pivetes que trabalhavam como office boys resolveram detonar o centro de São Paulo, numa revolta sem alvo definido, mas que mostrou, conforme o subtítulo do livro, a "face oculta da cidade".
Office boys, para as pessoas com DNA mais recente, eram adolescentes que realizavam, nos escritórios e bancos, pequenas tarefas internas e de rua. No final da década de 1970, geralmente a pé, para economizar o dinheiro da condução e gastá-lo nas máquinas de fliperama – precursoras dos games de hoje –, eles faziam serviços bancários, conduziam documentos, realizando algo perecido com o que fazem atualmente os motoboys.




NEM REPRESSÃO CONSEGUIU BRECAR - A revolta explodiu no centro da cidade, onde, no pátio da tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco, bancários realizavam uma assembléia para discutir o fracasso de uma greve recém-promovida, a repressão e a proposta dos patrões às suas reivindicações. Com idades entre 14 e 16 anos, eles resolveram fazer algo que pegou de surpresa bancários, patrões, comerciantes, polícia e a imprensa. Ao meio-dia reuniram-se diante de uma agência bancária da Rua Boa Vista, antigo centro bancário de São Paulo, e passaram a gritar palavras pouco carinhosas contra policiais e fura-greves. A polícia tentou dispersá-los, mas só fez aumentar a confusão, que se transformou em passeata e num quebra-quebra que transtornou o coração da cidade.



'FUTEBOYS' E MÚSICA - O livro alinha as manchetes dos principais jornais da época, para mostrar as diferentes visões da mídia impressa sobre o fato, trazendo desdobramentos importantes da explosão dos office boys, como o Futeboys, uma competição de futebol de salão concebida pelo publicitário Carlito Maia e realizada na hora do almoço da garotada, em plena praça, e com a narração do mais famoso locutor de rádio da época: Osmar Santos. Resgata ainda a história da música “Sou Boy”, que no início dos anos 1980 fez sucesso com o roqueiro Kid Vinil e o grupo Magazine.




Revolução dos Boys é uma edição independente, com a contribuição de vários amigos do autor. Para adquirir o livro, envie um e-mail para gilovas@uol.com.br , ou ligue para 9112-2463. Com 100 páginas, o livro custa R$ 30,00 se comprado através dos contatos acima. Nas livrarias, custará R$ 38,00.

6 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom este livro... O autor merece muitos aplausos. Os Office boys merecem respeito, pois são grandes batalhadores.

Kelly

José Carlos Franco disse...

Eu participei dessa manifestação e saí na capa do Jornal Diario Popular com a Manchete "Boys arruaceiros invadem a Boa Vista". Quase fui demitido da Seguradora onde trabalhava como boy aos 16 anos. Foi realmente incrível!!!
José Carlos Franco Godoi
Itapevi/SP.
godoi@opipari.com.br

wagner disse...

nossa... eu joguei o futeboys. incrível. 1978/79/80. perdemos 78 . campeao em 79 e 4 em 80.. tenho saudade desta epoca. a final de 79 foi na sao joao... muito incrivel mesmo.
matera ótima.. será que a globo ou diario popular,popular da tarde.. globinho tem estas materias..

muito boa parabéns.
wagneradioradar@ig.com.br
Mooca SP

Anônimo disse...

participei do futeboys do ano de 1980 ficamos em quarto lugar fui considerado o melhor jogador do torneio.
caso alguem tenha fotos o recorte de jornais entre em contato zinhoelma@hotmail.com

CIRCUITO CORRIDA DE RUA - GUARAREMA 2010 disse...

participei como "dirigente" e atleta...hoje sou gestor na área de esporte e lazer...

Henrique Men disse...

Eu participei deste quebra quebra e depois me escondi naquele prédio antigo proximo a bolsa de valores, se não me falha a memoria chamava-se edificio Martinelli, era um prédio antigo e cheio de copiadoras, onde nos tiravamos xerox,rsrs. eta sexta feira brava,rsrs.