FIM DA LINHA PARA GERALDÃO, DONA MARTA...

POLÍCIA ATRÁS DO INFELIZ QUE EXECUTOU GLAUCO,
SEU FILHO E SEUS QUADRINHOS MARAVILHOSOS
A polícia continua atrás do principal suspeito do assassinato do cartunista Glauco e seu filho Raoni. Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, era conhecido da família , e, segundo apurou a polícia, estava acompanhado de mais um homem, que dirigiu um Gol cinza usado na fuga, e não três, como foi informado inicialmente.
Cadu, como era chamado suspeito, era conhecido da família e estaria transtornado no momento do crime, segundo a polícia. O assassinato ocorreu na madrugada desta sexta-feira (12) em Osasco, na Grande São Paulo.
Com base nos depoimentos colhidos até agora pela polícia, as investigações apontam que não houve tentativa de assalto e que se trata de um homicídio. A polícia já ouviu cinco testemunhas nesta sexta (12), entre elas Juliana, enteada do cartunista.
Demente matou Glauco, o filho e seus personagens - Juliana relatou ter sido rendida, em sua própria casa, que é vizinha da casa de Glauco. Com uma arma apontada para a cabeça, ela foi levada à força para a casa do cartunista. Ambos entraram na casa de Glauco, que foi recebê-los.
Pelas declarações colhidas pelas autoridades, o assassino estava “totalmente transtornado, muito possivelmente drogado”. “Ele não falava coisa com coisa. Dizia coisas desconexas como, por exemplo, que queria se matar ou queria que Glauco o acompanhasse à casa de sua mãe, para explicar para ela que ele seria Jesus Cristo”, disse o delegado.
Tentativa de assalto ou homicídio o que importa é esse desgraçado tirou a vida de Geraldão, Geraldinho, Dona Marta, Zé do Apocalypse, Casal Neuras, Doy Jorge e outros personagens maravilhosos criados por Glauco.
Mãe de Geraldinho 'batizada' em Boituva - Conheci Glauco nos anos 1980, quando trabalhava na Folha de S. Paulo, e vez por outra cruzada com ela num dos Sujinhos da Barão de Limeira. Sempre fui fascinado pelos seus quadrinhos. Era a primeira coisa que fazia ao abrir a Folha de S. Paulo.
Nunca me esqueço que houve um concurso para dar nome à mãe de Geraldinho, tira que ele publicava na Folhinha, e o vencedor foi um garoto de Boituva, minha terra natal. O nome escolhido: Socorro, muito apropriado para a progenitora do agitado Geraldinho...

Um comentário:

David da Silva disse...

Olhaí, Soldera,
só queria saber por que porra o bonde da desgraça fez duas paradas em menos de oito dias pra privar o mundo de dois grandes brasileiros (sem contar que o maldito quase nos leva o Botolotto...).
Daí eu olho pro copo quase vazio e repito com o Beto Guedes e o Ronaldo Bastos: "ô, minha estrela amiga, por que você não fez a bala parar?"