LADRÃO DE GALINHA

Justiça volta atrás e condena Maluf
por compra superfaturada de frangos

O deputado Paulo Maluf (PP) foi condenado pela 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo por improbidade administrativa em uma ação impetrada pelo Ministério Público Estadual, sob a acusação de superfaturar a compra de frangos enquanto era prefeito de São Paulo.
A ação pede devolução da grana aos cofres públicos ao acusar superfaturamento na compra de quase 1.400 quilos de frango, em julho de 1996, por R$ 1,39 milhão, da empresa de sua patroa - Silvia Lutfalla Maluf.
A ação já havia sido julgada improcedente em primeira instância, em 2002, isentando o ex-prefeito de devolver o preju aos cofres públicos. O juiz Fernão Borba Franco disse, na época, não ter constatado indícios de superfaturamento e favorecimento ilícito na operação. Na ocasião, a acusação recorreu do caso.
A nova decisão surpreendeu, mas Malufão tem direito a recurso e, com certeza, vai se safar mais uma vez.
Por meio de sua assessoria, claro, ele negou. Xadrez nessa história só se for para usar os galináceos no tradicional prato chinês. Aliás, haja panela para tanto frango-xadrez...

PF ENGAIOLA 14 NO GOLPE DA SEGURANÇA

BANDO FORÇAVA ORGANIZADORES DE EVENTOS
A CONTRATAR EMPRESA DE SEGURANÇA PRIVADA

Apae e asilo caíram na lábia da quadrilha formada por policiais civis, um advogado e um empresário da cidade de Cerquilho, no interior

A Polícia Federal da capital paulista deflagrou hoje (6/4), com o apoio do Gaeco de Sorocaba e da Polícia Civil, a Operação Usurpação, que se propõe desmantelar uma quadrilha especializada em coagir organizadores de festas e eventos a contratar uma determinada empresa de segurança privada, cujos proprietários são policiais civis, um advogado e um empresário da cidade de Cerquilho, no interior.
Em oito municípios diferentes (São Paulo, Osasco, Itapetininga, Tatuí, Cerquilho, Alambari, Quadra e São Miguel Arcanjo), foram cumpridos 14 mandados judiciais de prisão e 27 de mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal de Itapetininga. Dentre os locais de busca, estão as Prefeituras de Itapetininga, Cerquilho, Tatuí, Quadra, São Miguel Arcanjo e Alambari e 2 unidades da Policia Civil de Itapetininga.
Segundo a Polícia Federal de São Paulo, foram presos quatro policiais civis, um secretário de Itapetininga, um advogado e outras oito pessoas envolvidas em 10 tipos de crime: formação de quadrilha, concussão, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção ativa, crimes contra a ordem tributária, peculato, prevaricação, porte ilegal de arma de fogo e fraudes em licitações.

Esquema inclui até prefeituras - O esquema de coação funcionava, basicamente, do seguinte modo: os policiais civis identificavam o responsável pelo evento social, faziam contato com ele (por telefone ou por meio de ofício da polícia civil) e o coagiam a contratar a empresa da qual são donos, usando o falso argumento de que se tratava da única empresa que atuava conforme a legislação. Coagido, o organizador da festa se via obrigado a contratar essa empresa e a aceitar o preço oferecido. Entre as vítimas dessas extorsões estão uma unidade da Apae e um asilo, que foram obrigados a contratar a empresa para festas beneficentes que promoveram.
Os policiais usavam a estrutura policial para atender aos clientes da empresa de segurança privada. Há indícios de que foram usados recursos da Polícia Civil para reforçar a segurança de eventos para os quais a emrpesa era contratada.
Além disso, durante as investigações, surgiram fortes sinais de fraudes em licitações promovidas pelas prefeituras onde se realizaram as buscas. Ao que tudo indica, mediante acerto prévio com funcionários municipais, fazia-se um procedimento de licitação com propostas encaminhadas exclusivamente pela organização criminosa. Assim, conferia-se aparência de legalidade a contrato administrativo que, na verdade, era direcionado às empresas ligadas à quadrilha, sem que houvesse qualquer concorrência.