AO SOM DAS VUVUZELAS IMORTAIS...


DEPOIS DA LARANJADA DA HOLANDA
PÁTRIA EM CHUTEIRAS VOLTA À VACA FRIA

Sexta-feira, 2 de julho, 11h da manhã. A pátria de calções e chuteiras, como um dia escreveu o genial Nelson Rodrigues, inicia aquele que seria o seu jogo derradeiro na Copa 2010. Em todos os cantos, recantos e quebradas do País a galera se aglomera diante de telas, telões e telinhas de tevê.
A seleção do Brasil começa a mil. Robinho marca um que é anulado. Marca outro e esse vale. O primeiro tempo todo foi da pátria de chuteiras. Kaká perdeu pelo menos uns dois.
Veio o segundo tempo e o desastre. A defesa bate cabeça e sai o primeiro gol. Em seguida outro descuido e, de cabeça, vem o segundo dos ‘laranjas’ da Holanda. A expulsão de Felipe Melo sela o desastre: Brasil de volta pra casa.
As vuvuzelas cessam. Ou, como NP presenciou numa rua de São Paulo, passam a tocar em ritmo de marcha fúnebre. Mas o pior de tudo é a cruel volta à realidade.
A desolação toma conta da gente colorida e alegre deste país, que já se preparava para matar mais um meio dia de trabalho na semana vindoura. É a hora de voltar à vaca fria.
De volta ao trabalho, de volta ao desemprego, para muitos, de volta às contas do dia a dia, às agruras, ao feijão com arroz. De volta à política toma-lá-da-cá, a uma campanha eleitoral sem oposição – ou uma oposição que nada propõe de inovador.
E assim seguimos andando, agora sonhando com a próxima Copa, como sarreou o jornal argentino Olé, que deu em manchete: BRASIL 2014...
De consolo, pode sobrar uma bela derrota da Argentina para a Alemanha. Para tanto, basta que Mick Jagger, o pé-frio assista o jogo de camarote, como fez com o seu filho brasileiro hoje, e torça para a Argentina. Ele estava entre os torcedores britânicos, quando a Inglaterra levou quatro do time alemão...

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