Tiririca na Educação: deputado é indicado para Comissão da Câmara

Tiririca ni nóis: fabricante de palhaços
é indicado para Educação e Cultura

E no país da piada pronta, como diz o colunista José Simão, da Folha de S. Paulo, a semana em Brasília foi fechada com chave de ouro: o líder do PR, deputado Lincoln Portela, de Minas Gerais, confirmou a indicação de Tiririca para a Comissão de Educação e Cultura da Câmara, que será instalada na próxima semana.
Em janeiro, o palhaço fabricante de palhaços (1.300.000 votos para deputado nas últimas eleições), já havia manifestado à Folha o desejo de participar da comissão, alegando que esta era a sua vontade e também a do partido.
"Devemos frisar que a Comissão é de Educação e Cultura. Se ficarem falando que é só de educação fica 'diferente', em vista das coisas que andaram falando dele", justificou  o líder do PR, certamente se referindo ao fato de o humorista, após ter obtido a votação recorde para o cargo, ter sido submetido a um teste de alfabetização aplicado pela Justiça Eleitoral.

Erra o voto, mas não perde a piada - "Ele é um palhaço de grande experiência, com certeza vai contribuir com projetos e com suas propostas na área cultural", completou rapidinho o líder do PR.
Das 32 vagas da comissão, o PR tem direito a duas. Segundo o partido, Tiririca será apenas membro e não disputará vaga na direção. Ainda bem, porque, a julgar pelo naipe atual do Câmara dos Deputados, se disputar vai ganhar com certeza.
Tiririca ainda não fez o seu tão esperado discurso de estreia na Câmara, mas mostrou que mantém o espírito de palhaço durante a votação do salário mínimo.
Alguns miligundos depois de depois de dizer que apoiaria o governo e seu partido pelo mínimo de R$ 545, Tiririca votou a favor dos R$ 600, apresentado pelo PSDB. Questionado pela imprensa, afirmou que tinha votado 'não'. Quando lhe informaram que na listagem oficial havia saído que seu voto fora 'sim', saiu-se com esta: "Ih, então eu votei não e saiu sim".

Santo André tem praças cobertas de mato

Matagais tomam o lugar das praças
no Bairro Campestre em Santo André

Tudo bem que o nome do bairro, que faz divisa com São Caetano do Sul,  seja 'Campestre'. Mas a prefeitura de Santo André não precisava exagerar na caracterização, deixando as praças daquele bairro residencial em completo abandono, tomadas por capim e ervas daninhas.
Nas fotos abaixo o Celular Implacável NP mostra detalhes da praça que fica na esquina das ruas Tietê e Diogo Fernandes. Mas o mato é regra geral em todos os espaços públicos do bairro, que é tido como dos mais tradicionais na cidade.
Em alguns desses espaços, além do mato produzido pelo descaso da prefeitura, veículos são estacionados à sombra do arvoredo, que poderia ser muito melhor aproveitado pelas pessoas caso o poder público cuidasse do local, colocando, entre outros melhoramentos, alguns bancos.
Santo André, na região do ABC paulista, já foi chamada de Capital das Multas. Tinha até um slogan: Visite Santo André e ganhe uma multa. Agora, como o incauto internauta pode ver, passará a ser a Capital dos Matagais, com novo slogan: Visite Santo André e ganhe uma picada de cobra...







Ação popular obriga vereadores de Sampa a devolver R$ 5,3 milhões aos cofres públicos

Nobres edis, nobres salários
CADA VEREADOR DEVOLVERÁ R$ 108 MIL
ENTRE SALÁRIOS E CUSTAS PROCESSUAIS

Graças a uma ação popular movida por quatro moradores do distrito da Lapa em 1994, a Justiça condenou 55 vereadores paulistanos que exerciam o mandato em 1993 e 1994 a devolverem aos cofres públicos parte dos salários que deveria ter ido para o leão do Imposto de Renda.
Segundo a versão da Folha.com, após anos de recursos e mudanças de instâncias, o processo chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), que confirmou decisão da 11ª Vara da Fazenda Pública de SP de fevereiro de 2000.  Assim, Cada nobre edil terá de devolver R$ 98 mil de salários e pagar R$ 10 mil por custas judiciais, num total R$ 5,3 milhões.
Os vereadores não recolheram IR de janeiro de 1993 a janeiro de 1994 com base em entendimento da Casa de que não recebiam subsídio - que é tributado- , mas uma indenização pelos gastos. Esse entendimento foi detonado pela juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, que o considerou ilegal em 2000. Só Francisco Whitaker (PT) foi poupado, pois devolveu o valor.
O processo concluiu que os vereadores, entre eles o prefeito Nunkassab, de Sampa, terão de devolver o dinheiro. "A única coisa que pode haver é uma impugnação quanto ao valor. Quanto ao mérito, que vão ter de devolver, não cabe mais recurso", afirma o advogado Marco Antônio Rodrigues Barbosa.
Barbosa é um dos advogados que representaram quatro moradores do bairro City Boaçava, no distrito da Lapa: o engenheiro Raymundo Medeiros, a secretária Rosemary O'Neil Minson, a dona-de-casa Francisca Belizia Shlithler e o representante comercial Paulo Antonio de Oliveira.
O fato mostra como é importante a participação popular no acompanhamento das atividades dos nossos políticos. Como NP sempre diz não basta votar. Tem de acompanhar o mandato do sujeito, encher sua caixa postal de e-mails, de elogios ou críticas, telefonar, fazer marcação cerrada em todos os níveis.
Veja o que significa e como, quando, onde, e por que pode ser proposta uma ação popular.

SUBPREFEITURAS TÊM AGORA 22 CORONÉIS DA PM NO COMANDO

Deu na Folha de S. Paulo:
Kassab coloca mais 5 coronéis
no comando das subprefeituras
Em matéria assinada por Evandro Spinelli, no caderno Cotidiano, da Folha de S. Paulo de hoje, consta que, dos 31 subprefeitos paulistanos, 22 são oficiais da reserva da Polícia Militar. "A cota de coronéis no comando das subprefeituras paulistanas cresceu ainda mais ontem, quando cinco novos oficiais da reserva da Polícia Militar foram nomeados subprefeitos pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM)", informa a reportagem da Folha, destacando  que as indições são feitas pelo "comandante-geral da PM Álvaro Camilo, mantido no cargo pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), e avalizadas por Kassab, que apenas informa o secretário das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, e os subprefeitos sobre a mudança".
Em nota, a prefeitura informou que "a nomeação de novos subprefeitos e chefes de gabinete baseia-se em critérios técnicos que levam em consideração o currículo e a competência de cada nomeado para o cargo".
Quem primeiro alertou para a militarização das subprefeituras foi NP, no dia 17/10/2010. A partir da matéria do NP, o Estadão e a Folha fariam matérias posteriores sobre o assunto. Confira a matéria inicial de NP.