Sabesp enlouquece população em São Bernardo

Buracos da Sabesp ‘picotam’ ruas
e infernizam a vida dos moradores
O vereador Paulo Dias (PT) afirma que a Companhia Estadual de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) atua na contramão da história em São Bernardo do Campo, prestando um serviço que não condiz com os investimentos feitos em várias áreas pelos governos municipal e federal.
Na metade seu primeiro mandato como vereador, Paulo, que foi o 8º candidato mais votado nas últimas eleições municipais, destaca que os problemas causados pela Sabesp são responsáveis pelo maior número de reclamações provenientes dos moradores de São Bernardo do Campo há muito tempo.
“Se pegarmos os jornais de 2006 ou 2007, lá estavam prefeito e vereadores batendo na Sabesp pela melhoria dos serviços prestados. Estamos em 2011 e o tema é o mesmo. São dezenas de vazamentos e buracos que a Sabesp não tampa e quando tampa, o faz muito mal”, diz Paulo, citando alguns exemplos.
“O governo municipal tem realizado grandes obras, como o recapeamento da Estrada dos Casa. No entanto, a via está toda ‘picotada’ de buracos. Na Rua Maringá, no Jardim Represa, bairro onde resido, contei mais de 30 buracos. Em frente à minha casa, tem um buraco de 20 metros, resultado de uma galeria que estourou, que está aberto há uns 70 dias. Já falei com o chefe, o gerente e o superintendente da Sabesp, mas não tive sucesso. A relação coma Sabesp no município é muito conflituosa, difícil”, reclama.

Multas leves – Segundo Paulo, as reclamações dos munícipes são constantes e tomam conta das agendas de praticamente todos os 21 vereadores da Câmara de São Bernardo do Campo. “Infelizmente, o que podemos fazer é pressionar a Secretaria de Obras para que cobre da concessionária as providências necessárias. Por lei, quem tem de tapar os buracos é a própria Sabesp, mas ela se utiliza de serviços terceirizados de péssima qualidade, parecendo mais interessada em criar do que solucionar problemas. Além disso, os contratos firmados são muito folgados, com multas leves, não permitindo rigidez na cobrança dos serviços realizados.”
Diante desse panorama, de acordo com o vereador, ganha importância a manifestação popular. “Ela rende frutos, pois a Sabesp, que é uma empresa de economia mista, gasta muito com publicidade e propaganda. Se houver pressão popular, seja via legislativo, executivo ou imprensa, mancha-se a reputação da empresa, o que vai levar os acionistas a solicitar providências à direção da companhia.”

Reportagem originalmente publicada no jornal São Bernardo Hoje, de São Bernardo do Campo, edição de 15 a 31/3. Confira.

DESCANSO DO GUERREIRO

Está lá no Wikipédia: a Vila Nova Conceição é um bairro nobre localizado na zona centro-sul de São Paulo, que pertence ao distrito de Moema. É hoje o bairro com o metro quadrado mais caro da capital paulista.
A cena captada pelo Celular Implacável NP, numa das esquinas da rua Baltazar da Veiga, mostra, porém, que não é preciso ser milionário para desfrutar do arvoredo e da calma que reina no sofisticado e elegante bairro paulistano.
Estirado numa larga calçada, o catador de papel tira sua sesta, protegido por uma verdadeira matilha. Nada menos do que cinco cães, bem-criados, diga-se de passagem, estão ao redor do homem. No meio-fio, a carrocinha, com algumas caixas de papelão, está cuidadosamente estacionada, aguardando, como os cães, o repouso do guerreiro...

DEU NO NP, PROBLEMA RESOLVIDO

"Matagais tomam o lugar das praças
no Bairro Campestre em Santo André"

No dia 21/2, sob o título acima, NP trouxe nota com muitas fotos chamando a atenção da prefeitura de Santo André, para a vergonhosa situação das praças da cidade, em especial a da esquina das Ruas Tietê e Diogo Fernandes, no Bairro Campestre, cujos canteiros estavam cobertos de mato.
Duas semanas depois, no dia 6/3, em pleno domingo de carnaval, a prefeitura de Santo André realizou um mutirão reunindo servidores de diversas áreas, para derrubar as 'florestas' em que se transformaram algumas praças do Campestre, a começar pela apontada por NP.
Para completar o serviço, a municipalidade precisa agora fazer um mutirão para tapar as crateras que existem em diversas ruas do Bairro Campestre e botar os guardas municipais ou o departamento de trânsito na cola dos cidadãos folgados que insistem em estacionar seus veículos em espaços públicos que têm tudo para ser belas praças.


Praça na esquina da Diogo Fernandes
com a Tietê antes e depois do mutirão















Cratera lunar na esquina das ruas Diogo
Fernandes e Fernando Lona, no Campestre















Espaço público na rua Tietê transformado
em estacionamento de cidadãos folgados




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Spray vai tornar folia mais colorida em Cosmópolis

Baderneiros do carnaval serão
marcados com spray colante colorido
A Guarda Municipal de Cosmópolis (ou seria Coloridópolis) encontrou um jeito que tem tudo a ver com o espírito carnavalesco para conter confusões durante os dias de folia: vai marcar os baderneiros com spray colante colorido.
Segundo o secretário de Segurança Pública de Cosmópolis, Carlos Alexandre Braga, a GM está adquirindo seu segundo lote do produto que atendeu às expectativas quando utilizado pela primeira vez.
"Por ser uma novidade, as pessoas se surpreenderam com os resultados, pois é um bom produto como arma não letal e ajuda os guardas em seu trabalho de uso de força moderada, em caso de necessidade", argumenta o secretário.
O produto é um spray, com uma gosma adesiva feita à base de óleo vegetal, não tóxica e biodegradável, que permite imobilizar e identificar indivíduos em momentos de confronto. 
A 'gosma' foi projetada para evitar situações de tumulto ou pânico em locais de grande concentração de pessoas como carnaval, shows, jogos de futebol entre outros eventos. A novidade tem a autorização do exército para venda e utilização.
Além de Cosmópolis, que fica na região de Campinas, outras guardas municipais do interior paulista vem utilizando o spray marca-baderneiro, como Itatiba, Americana, Itu, Rio Claro e Araçoiaba da Serra.
Produto 100% brasileiro, o spray libera um tipo de cola, que quando espirrado no rosto faz com que o agressor fique desmobilizado (incapacitado) da ação agressiva ou, em caso de fuga, seja identificado com mais facilidade pela polícia.
O produto não queima a pele, não faz mal à saúde e pode ser retirado do corpo ou da roupa com um antídoto ou após 48 horas, caso o agressor não seja assistido por quem lhe dê o material próprio de remoção.
Dentro de espírito de carnaval o spray vem em três cores: O tipo Black Belt, com o pigmento preto, que quando espirrado nos olhos dificulta a visão; o tipo Sangre, com pigmento vermelho, que tem impacto psicológico por dar a sensação visual de sangramento; e o X-Glow com fotoluminescência na cor laranja, marca o agressor e é o único que brilha no escuro facilitando a busca e a captura de agressores.

Protestos contra aumento das tarifas de ônibus deveriam ter a participação de toda a sociedade

Nesta quinta-feira, 3/3,  aconteceu mais um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo. Pelas contas da Polícia Miliar,  o protesto juntou perto de  200 pessoas. A manifestação ferrou o trânsito da avenida Paulista por volta das 19h30, na altura da rua Bela Cintra e seguiu pela rua da Consolação, no sentido centro.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, a famigerada CET, que só serve para multar motoristas e medir congestinonamentos, a fila de veículos na Paulista chegou a 2,1 km no sentido Consolação.
O Comitê de Luta Contra o Aumento, que organiza as manifestações, afirma que esse é o 11º protesto contra o aumento da tarifa do ônibus, que subiu em janeiro de R$ 2,70 para R$ 3. Infelizmente o movimento reúne basicamente estudantes. Deveria contar com o apoio de todos os setores da sociedade, pois o aumento é escorchante e o serviço é cada vez pior.
Os ônibus, como de resto todo o transporte coletivo da capital dos paulistas, não estimulam ninguém a deixar em casa os automóveis. E, pior, tranformam num inferno o dia a dia dos trabalhadores e estudantes que não têm carro e ficam na dependência do transporte coletivo.
Daí ser revoltante um aumento maior que a inflação na tarifa dos ônibus, um verdadeiro deboche com o trabalhador que tem de viver de um salário mínimo de 545 reais, quando se sabe que o valor real, se tivesse sido corrigido com justiça desde sua criação, deveria ser algo em torno de 2.500 reais.