Protestos contra aumento das tarifas de ônibus deveriam ter a participação de toda a sociedade

Nesta quinta-feira, 3/3,  aconteceu mais um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo. Pelas contas da Polícia Miliar,  o protesto juntou perto de  200 pessoas. A manifestação ferrou o trânsito da avenida Paulista por volta das 19h30, na altura da rua Bela Cintra e seguiu pela rua da Consolação, no sentido centro.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, a famigerada CET, que só serve para multar motoristas e medir congestinonamentos, a fila de veículos na Paulista chegou a 2,1 km no sentido Consolação.
O Comitê de Luta Contra o Aumento, que organiza as manifestações, afirma que esse é o 11º protesto contra o aumento da tarifa do ônibus, que subiu em janeiro de R$ 2,70 para R$ 3. Infelizmente o movimento reúne basicamente estudantes. Deveria contar com o apoio de todos os setores da sociedade, pois o aumento é escorchante e o serviço é cada vez pior.
Os ônibus, como de resto todo o transporte coletivo da capital dos paulistas, não estimulam ninguém a deixar em casa os automóveis. E, pior, tranformam num inferno o dia a dia dos trabalhadores e estudantes que não têm carro e ficam na dependência do transporte coletivo.
Daí ser revoltante um aumento maior que a inflação na tarifa dos ônibus, um verdadeiro deboche com o trabalhador que tem de viver de um salário mínimo de 545 reais, quando se sabe que o valor real, se tivesse sido corrigido com justiça desde sua criação, deveria ser algo em torno de 2.500 reais.

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