Reflexões na ressaca do Dia da Pátria

Que a meia-dúzia que protestou no Sete
de Setembro vire milhões o quanto antes

Segundo a Folha de S.Paulo desta quinta-feira com cara de segunda as manifestações marcadas contra a corrupção foram um fiasco em cinquenta cidades do País, com exceção do ato em Brasília, que reuniu cerca 12 mil pessoas. 
Em São Paulo, ainda de acordo o jornal, os dois protestos agendados pelo Facebook levaram 1,2 mil pessoas à avenida Paulista, segundo cálculo da Polícia Militar. 
No Rio de Janeiro, só 50 pessoas foram à Cinelândia, tradicional ponto de manifestações populares. Em Belo Horizonte e no Recife, os protestos reuniram um grupo de 20 pessoas.
São números realmente pífios, mas, como tudo precisa ter um primeiro passo, é um começo. A ressaca do Dia da Pátria nos leva a uma série de reflexões e uma delas, sem dúvida, é esta: o que fazer para tentar conter a escalada da corrupção no País?
Os políticos, com raríssimas exceções, institucionalizaram a safadeza e a roubalheira, com a maior cara de pau. Nem vídeo compravando o recebimento de propina (vide caso Jaqueline Roriz) consegue levar à punição os integrantes desta corja de salafrários que tomou conta de nossos legislativos e executivos.
A sociedade civil não se organiza e nada faz contra essa sem-vergonhice. Muitos, como o autor deste blog, esbravejam contra a situação, mas de concreto nada fazem.
Aliás, as pessoas, apesar de toda informação existente nesta era digital, estão cada vez mais reclusas, inconscientes e avessas a atitudes coletivas.
Todo mundo quer livrar o seu e dane-se o comunitário, o coletivo. 
Uma quantidade enorme de brasileiros vivem em condomínios, e a maior queixa dos síndicos é a ausência de moradores nas assembleias.
Quer exemplo maior de desinteresse do que essa omissão? Se as pessoas não comparecem nem às reuniões que decidem sobre o seu investimento maior na vida, que, geralmente, é a moradia, que dizer então de um encontro para discutir problemas do bairro, questões da cidade onde vivem e pagam seus impostos?
NP, porém, acredita que não devemos esmorecer. É preciso que estejamos cada vez mais envolvidos e mais comprometidos num movimento contra esses desmandos que povoam diariamente a mídia.
Vamos formar associações de bairro, vamos "tuitar", "facebookar", mas vamos fazer alguma coisa. Já disse o poeta que quem fica parado é poste. Ao que, em se tratando de seres humanos, NP acrescentaria: é trouxa, é imbecil.... Vamos lá, vamos buscar caminhos para dar um basta nesta situação.

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