No Brasil, não basta ser gênio: é preciso morrer

Morre mais um gênio brasileiro tão insubstituível quanto Chico Anysio. Sim, porque Millôr Fernandes, assim como Chico, deixa uma obra incomparável , cheia de peculiaridades e repleta de talento. Jornalista, escritor e tradutor de maravilhosas peças teatrais, refinado humorista-filósofo.
Apaixonei-me pelo trabalho de Millôr assim que cheguei a São Paulo e assisti por três vezes  a sua peça “A História é uma História”, que tinha entre seus intérpretes o também genial ator Cláudio Correia e Castro.
Agora, não tanto talvez como foi com Chico Anysio, que era mais popular, a mídia vai “descobrir” Millôr, fazendo na morte aquilo que pouco fez quando ele estava vivo. Mas infelizmente, como o próprio Millôr já escreveu, a humanidade é assim mesmo:
"A única nobreza do ser humano é ser esplêndido em cinzas, faustoso nos túmulos, solenizando a morte com incrível esplendor, transformando em cerimônia e pompa a estupidez de sua natureza."
----------
Veja mais sobre Millôr:

Nenhum comentário: