Negros do Brasil não têm dignidade, diz ator que vive João de Santo Cristo em "Faroeste Caboclo"

"Aqui no Brasil, os negros são livres, mas não têm dignidade, não têm condição de sustento básico para olhar horizontalmente para alguém."
A afirmação foi feita em entrevista ao portal UOL pelo ator Fabrício Boliveira, que vive o personagem João de Santo Cristo, no filme Faroeste Caboclo, que entra em cartaz nesta quinta-feira, 30/5, não por caso no feriadão de Corpus Christi.

RACISMO ENRAIZADO - Migrante nordestino, de origem baiana, Boliveira revela que também sofreu "discriminação por causa de sua classe e sua cor", conforme está na letra da música que Renato Russo fez para o Legião Urbana e que serviu de base para o filme.
Boliveira afirma que, apesar de o Brasil ser um país democrático, o preconceito racial está enraizado no dia a dia, e o filme mostra isso em diferentes cenas.
Veja a íntegra da entrevista e curta makinf of da participação do Notícias Populares no lançamento de Faroeste Caboclo em Sampa.


TRETA POR RABO DE SAIA TERMINA EM TIROS #faroestenonp

PLANTOU MACONHA E COLHEU A
MORTE EM DUELO NA CEILÂNDIA
Em torno das bancas de jornal da Grande São Paulo pessoas que curtiram o NP tiveram a oportunidade, dia 24/5, de matar as saudades do jornal que, segundo as más línguas, vertia sangue se espremido. Veja o making of da preparação da edição especial para o lançamento do filme FAROESTE CABOCLO em São Paulo.  O filme narra a história de João de Santo Cristo e sua saga de drogas, ciúme e morte em Ceilândia, a maior cidade-satélite de Brasília.
Saiba mais sobre essa edição histórica do NOTÍCIAS POPULARES em www.ultimonp.com.br

NOTÍCIAS RENASCE PARA COBRIR
DUELO SANGRENTO EM BRASÍLIA
Contatado pela equipe da Agência Click e informado sobre a ideia para o lançamento do filme Faroeste Caboclo em São Paulo, o editor deste blog, saiu a campo para reunir a equipe que comandou a preparação desta edição histórica do falecido Notícias Populares.
Numa tarde do início de maio, foi realizado o encontro de Ebrahim Ramadan, editor por 18 anos do NP em sua fase áurea, com José Luiz Proença, secretário de redação e braço direito de Ebrahim durante muitos anos, com José Luis da Conceição, repórter fotográfico do jornal por nove anos, e com este escriba, que atuou como repórter policial por seis anos no único jornal popular que este país já teve.
A gravação do making of de uma edição do NP que seria encartada em 300 mil exemplares da Folha de S. Paulo foi uma surpresa para o mestre Ebrahim, que ficou bastante emocionado. 

MAKING OF DO MAKING OF Os talentosos profissionais da Click e da Fulano Filmes, em cujo set foi realizado o encontro, não mediram esforços para que pudéssemos reviver a emoção de ter trabalhado num jornal que ficou na história da comunicação no Brasil e que ainda está na lembrança de muitas pessoas.
Num ambiente com paredes decoradas com dezenas de manchetes do jornal e onde havia até máquina de escrever, fizemos uma reunião de pauta depois de assistir ao filme e dela saíram muitas manchetes sobre o a história de João de Santo Cristo, Lucia e Jeremias.

Veja o making of do making of  nas  imagens abaixo, a começar pela primeira foto, onde estão todos os responsáveis por esta edição histórica do Notícias Populares: primeira fila – Maria Clara Cervantes, Raquel Valadares  e Ebrahim Ramadan; no meio –Priscila Moscovich, Soldera, Eduardo Battiston, Proença e Bernardo Correa; ao fundo – Carolina Florentino e Rafael Campos.

#FAROESTENONP BOMBA NA MÍDIA. CONFIRA:

Meio&Mensagem
G1
IstoéDinheiro
Portal Imprensa
Folha de S. Paulo
Adnews
BandNews
Portal dos Jornalistas

Executado a bala na gafieira por causa de uma flor

DANÇOU COM TIRO NO PEITO PORQUE
GANHOU CRAVO BRANCO DA MULHER
Saiu de casa, de terno tropical, camisa creme, lenço e gravata igual. Jantou e saiu satisfeito, pra antes da meia-noite morrer com um tiro no peito
Ela lhe deu o cravo, o outro se ofendeu. Ele olhou no revólver. Dava tempo e não correu. Dobrou os joelhos. Desabou no chão. Com os olhos redondos e o cravo branco na mão.
Ai, o pobre, caído no chão. Debruço no sangue, com o cravo branco na mão.

Paulo Emílio Vanzolini, paulistano da gema, nascido em 25 de abril de 1924 e falecido a 28 de abril de 2013. Acostumado a conviver com cobras e lagartos, o zoólogo internacionalmente conhecido costumava dizer que fazia sambas nas horas vagas.
Se desse jeito produziu Ronda, Volta por Cima, Na Boca da Noite e Amor de Trapo e Farrapo, imagine, caro leitor, se ele trabalhasse com música em tempo integral.
O texto do início deste post, grifado, é a letra do samba Cravo Branco. Uma verdadeira reportagem sobre ciúme e tragédia, bem ao estilo Notícias PopularesSó que poeticamente rimada e musicada.
Um primor que merece ser ouvido na voz do próprio, com sua língua sibilante – que alguns diriam língua presa – e o jeitão paulistano de falar.
Com um pouco de atraso, a homenagem de Notícias Populares, o blog, a essa pessoa sensacional, a esse Homem de Moral.

Ouça mais músicas de Vanzolini:
Capoeira do Arnaldo
Samba Erudito
Bandeira de Guerra