SINOS TOCAM 16 SEGUNDOS A MAIS E IGREJA É MULTADA. OBRA DURANTE A MADRUGADA PODE

Obras do prefeito Maldade varam a madrugada e tiram sono dos moradores
Madrugada de quarta-feira, 21 de janeiro, 1h10 da madrugada. Dona Eulália, moradora de um dos prédios no cruzamento da Avenida Rio Branco com a Alameda Eduardo Prado, abriu a janela do seu apartamento no segundo andar e pôs se a gritar: “Vão fazer barulho na porta do prefeito Haddad. Tenho de levantar cedo amanhã e ninguém consegue dormir com esse maldito barulho de obra”.
No cruzamento da Av. Rio Branco com Al.  Eduardo Prado, obras só de madrugada
A revolta de Dona Eulália se multiplica pela cidade governada pelo prefeito Maldade. Com menos de dois anos para a próxima eleição o alcaide paulistano vem realizando intermináveis obras em diversas avenidas e ruas da metrópole para tirar o atraso e ter argumentos para buscar a reeleição em 2016.
Depois de pintar as faixas para ciclistas invisíveis e ferrar mais ainda o trânsito, agora ele corre com as obras de corredores de ônibus, que poderiam ser realizadas no período diurno, mas que ele faz de madrugada, embora o trânsito fique impedido durante todo o dia nos locais onde estão os canteiros.

POR QUEM OS SINOS DOBRAM Se depender de Dona Eulália, deste blog e de quem tem um pingo de discernimento nesta cidade, o prefeito Maldade não se reelege nunca mais.
Recentemente, a sua prefeitura multou em mais de 36 mil reais, por tocar o sino de manhã por 16 segundos a mais, a tradicional  Paróquia São JoãoMaria Vianney, na Vila Romana, Zona Oeste de São Paulo.
A penalização veio através do Programa de Silêncio Urbano (Psiu), na manhã do dia 30 de novembro, quando  duas zelosas fiscais, movidas pela denúncia de um intolerante imbecil anônimo, constataram que os ruídos também chegavam a 80 decibéis às 9h50, o que ultrapassou o limite permitido de 65 decibéis.
O mesmo Psiu não funciona para bailes funk – que o prefeito considera cultura popular – e que varam a madrugada, tirando o sagrado direito das pessoas de dormirem, de descansarem para encarar o dia seguinte de uma metrópole onde trens e metrôs são pouquíssimos para atender a necessidade da população, mas que tem pistas de ciclismo que ficam às moscas, ajudam a atrapalhar ainda mais o trânsito.
A cidade precisa de metrô, Sr. Alcaide. Vossa Excelência diz que chegará a 100 quilômetros de  ciclovias, quando sequer temos 60 quilômetros de metrô. Seul, na Coreia, cidade que regula com Sampa, tem 600 quilômetros de metrô. Ciclovia sem metrô não serve pra nada.

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